Quinta-feira, Junho 25, 2009

Matigol




Bem vindo. Um "14" que é um grande 10.

Segunda-feira, Maio 25, 2009

CAMPEÕES

Campeões de novo! Acho que podemos dizer que somos campeões com justiça, ou para quem dúvida da justiça somos simplesmente Campeões.
Em determinadas alturas tratou-se muito mal a bola, vi muitos jogos dos quais não gostei muito, com futebol pobre, em outros jogos foram apenas eficazes limitando-se ao mínimo.
Tenho, no entanto, de salientar o bom trabalho feito pelo Jesualdo, conseguiu ter sempre uma equipa e não apenas um conjunto de jogadores, julgo que isso fez toda a diferença em determinadas alturas. Vi o Fernando tornar-se num jogador fundamental ao ponto de fazer esquecer Paulo Assunção, vi crescer um fenómeno apelidado de Hulk, jogador com um força notável basta ver o espaço que ganhava nos arranques que fazia. Vi um Lisandro notável e incansável lutador, a trabalhar mais apenas para a equipa, marcando menos golos mas mesmo a aparecer para os marcar. Vi aparecer a marcar golos um Farias de que toda a gente duvidava, e vimos também um Rodriguez, umas vezes mais apagado noutras genialmente endiabrado.
No meio campo os "senhores do costume" Lucho que é um luxo e o Meireles que não é menos luxuoso.
Defesa dura e forte de Bruno Alves a mandar na defesa, ajudado pelo Rolando, desamparados ambos algumas vezes pelos laterais, com excepção dos jogos onde Fucile e Cissoko lá estavam no seu melhor. Helton lá esteve no melhor e no menos bom, mas só não acontece a quem não anda lá.
Tivemos uma grande equipa, fizemos grandes jogos, ganhamos mais pontos, somos portanto, simplesmente CAMPEÕES. :)

PS. Caros colegas do Revisão da Jornada, pedindo desculpa pela demorada ausência, eis-me de volta para dar mais uns tons de azul a este blog :).

Terça-feira, Maio 12, 2009

Cumprir o dever não é suficiente


Praticamente todos os sportinguistas estão, hoje, de acordo relativamente ao melhor futebol apresentado nas últimas temporadas, pelo futebol do Sporting. Com mais golos, mais remates e ataques, um futebol a viver mais para o espectáculo, menos para o resultado, a equipa de Peseiro jogava mais “à bola”.

Após perdermos, de forma injusta, esse campeonato, a equipa ganhou uma solidez e uma segurança, que a foram fazendo uma das menos batidas da Europa (apesar do encaixe com os alemães e espanhóis, nos restantes jogos da Champions não sofremos nenhum golo). E isso é fundamental e prévio à construção de uma grande equipa. A disciplina e autoridade (completamente “desaparecidas” nos tempos de Peseiro), são naturais nesta equipa, que, com tantos casos desse foro, nunca os põe em causa. E sem isto também não há campeões.

Nesta recta final, a equipa de Paulo Bento, foi uma fiel imagem daquilo que é uma equipa esforçada, que tem o que é preciso para lutar pelo resultado, que demonstra todas as condições básicas para ganhar jogos. Falta ainda, muitas vezes mais o lado do “futebol-espectáculo”.

Quando fomos ao Dragão empatar, ficámos a 4 pontos do 1º (e ainda em terceiro…) faltavam 10 jogos para acabar. Se ganhássemos todos, a pressão sobre o Porto ia levá-lo a perder pontos, era a minha convicção, e podíamos ser campeões no derradeiro jogo. A verdade é que só aguentámos apenas 6 vitórias na peugada dos, agora, tetra-campeões nacionais (com todo o mérito, pois foram mais fortes). Após Paços, Rio Ave e Leixões vencemos a Naval, o Guimarães e o Estrela, após muito empenho, esforço e dignidade, ganhámos todos eles com inteira verdade. Mas sobretudo tivemos um espectáculo prodigioso: Liedson. Marca golos em quase todos os jogos, e está numa forma fabulosa, quando menos se espera surpreende, como todos os génios, tornando aparentemente fácil, aquilo que é extremamente difícil. Verdadeiramente foi o que valeu ao Sporting. È a nossa arma, o levezinho Pelé. E é fácil adivinhar que deve manter este nível até aos 34 anos, pelo menos. É renovar, já, já.

Depois fomos inferiores à Académica e não merecemos mais que o nulo. Fomos uma nulidade em futebol de ataque, de construção de jogadas de ataque, de golo; apenas uma oportunidade por Derlei. Foi com natural tristeza que nos despedimos da luta pelo título. Fez falta, nesta ponta final, Izmailov e Vukcevic. (menos Rochemback). Aproveitou mal (pena) Pereirinha. Nas vitórias em Guimarães e contra o Estrela jogámos o suficiente mas lutámos já no limite das nossas forças. E quem dá tudo o que tem, a mais não é obrigado.

Os outros rivais, o Benfica entrou em lenta agonia. A euforia vivida durante a época vai acabar mal, provavelmente com mudança de treinador e de meia-equipa, com o barco à deriva para, de novo, recomeçar do zero. Nesta jornada, de consagração de Jesualdo e sus muchachos, a equipa do Sporting derrotou, num bom jogo, que deixou satisfeitos os adeptos, o Setúbal, que “obrigou” o Sporting a não desistir à procura do golo, com as jogadas a darem certo, acabando em inúmeras situações de remate, o que foi aumentando o suspense e entusiasmo, pois o golo adivinhava-se sucessivamente. Foi só no final (90’) que Liedson, em mais um grande e difícil golo, arrancou os suados 3 pontos. Na Luz o Benfica empatava 2-2 com o Trofense após ter perdido com o Nacional, saindo derrotado nesta luta pela Champions. Não teve pedalada.


Ninguém é eterno, e o sucessor do Porto será o Sporting. Mas teremos que ser melhores. Juntar à solidez e organização, o sangue na guelra que produz espectáculo. Com Paulo Bento?

Sábado, Abril 11, 2009

Nem sonho nem fracasso

Após a jornada de hoje (vitórias do FC Porto e do Sporting, derrota caseira do Benfica), acredito que muito dificilmente haja alterações no topo da tabela classificativa. Se bem que a distância que nos separa do Benfica parece confortável (4 pontos), também o fosso pontual para o FC Porto me parece intransponível (os mesmos 4 pontos, que na realidade são 5).
É altura para se poder fazer um balanço da época sportinguista - conquista da Supertaça frente ao FC Porto, derrota na final da Taça da Liga com o Benfica, presença inédita nos oitavos da Champions (e derrotas copiosas com os colossos alemães...), eliminação por penalties perante o FC Porto na Taça de Portugal, 2º lugar na Liga Sagres.
Não tendo sido brilhante, a época foi indiscutivelmente positiva. De realçar o factor da formação, que tem permitido alinhar com cerca de 50% de titulares criados na Academia!
Podia ter sido melhor? Naturalmente que sim. Vejamos caso a caso, em cada competição.
Sobre a derrota na Taça da Liga, nem vale a pena falar muito. Já chegou a semana em que só se ouvia falar do Lucílio. Podia ter sido melhor, mas são as contingências do futebol. A equipa tem é de treinar melhor a marcação das grandes penalidades, porque ao contrário do que se disse e escreveu, o Lucílio não deu a vitória ao Benfica, "apenas" deu o empate. Os nossos jogadores desperdiçaram 3 penalties, e aí não foi por culpa alheia...
Quanto à Liga dos Campeões, o Sporting limitou-se praticamente a cumprir o serviço mínimo - vencer os ucranianos e os suiços foi suficiente para assegurar a primeira presença nos oitavos. Pelo meio, derrotas "gordas" com o Barcelona e, como despedida, uma dúzia de golos do Bayern. Este ano, o Sporting não permitiu grandes aventuras europeias - o que foi de facto estranho, até pela forma como se bateram num passado recente frente ao mesmo Bayern, em que disputaram os jogos de olhos nos olhos e a coisa não correu assim tão mal. A verdade é que o futebol assenta em momentos, lances decididos em fracções de segundo, e o resultado final não é a única forma de interpretar um jogo. Não vi os jogos com o Bayern, mas ouvi parte do relato da 1ª mão na rádio, quando ainda estava 0-0. O comentador dizia que os alemães vinham à espera de canja mas tinham encontrado caldo verde... independentemente da liberdade do estilo utilizado, significa que o Sporting não entrou atemorizado, antes pelo contrário. Mas enfim, nada explica os 12-1 da eliminatória. Como resumo da prestação europeia deste ano, podemos olhar para esses números ou, pelo contrário, saudar a 1ª presença nos oitavos e, não menos importante, os cerca de 13 milhões de euros arrecadados na campanha. Eu prefiro recordar esta última visão...
Na Taça de Portugal, outra vez a mesma conversa dos penalties...
Em relação à Liga Sagres, o incontornável 2º lugar. No quarto ano de Paulo Bento, o quarto 2º lugar. É frustante, de facto, mas temos de nos lembrar do óbvio - se ficamos em 2º é porque alguém fica em 1º, já diria La Palisse... e o que é certo é que o FC Porto tem estado imparável!
Depois da era Mourinho, em que ganhou tudo o que havia para ganhar (UEFA e Champions incluídas), um ano de transição, que resultou em disparates atrás de disparates. Em 2005-06 corrigiram o rumo e voltaram ao título, prevendo-se a conquista do tetra nesta época. O FC Porto, como voltou a demonstrar esta semana em Manchester, não é deste campeonato. E a justificação para este facto não reside nos quinhentinhos, nem na fruta nem nessas coisas. A justificação é simples, mas dolorosa para sportinguistas e benfiquistas - eles simplesmente têm sido melhores! Têm uma fabulosa política de contratações (quem conhecia Hulk no início da época?!) e uma não menos fabulosa política de vendas (Bosingwa, Pepe, etc.). Estes factores são indicadores robustos de como se trabalha bem no Dragão.
Para o ano, os desafios permanecem - tentar furar este ciclo de supremacia azul-e-branca, manter o Benfica à distância, assegurar uma boa receita nas competições europeias e manter a aposta na formação. Como sinais de preocupação, vejo a instabilidade directiva, que nos poderá custar o treinador. Sobre Paulo Bento: Acreditei quando lhe chamaram o "Ferguson do Sporting", terei muita pena se ele não continuar à frente do projecto. A equipa nem sempre encanta, é verdade, mas no futebol de alta competição joga-se para ganhar, não para encantar. E é esse pragmatismo que me encanta no treinador do Sporting... e a verdade é que já conquistou 4 títulos (2 Taças de Portugal, 2 Supertaças).
Uma última referência para os rivais da 2ª circular - façamos um balanço semelhante: Vitória na final da Taça da Liga com o Sporting (único título nos últimos 4 anos...), último lugar desprestigiante no grupo de qualificação da Taça UEFA (e derrota copiosa com uns gregos...), eliminação perante o Leixões na Taça de Portugal, 3º lugar na Liga Sagres.
O ano I da era Rui Costa dificilmente poderia ter corrido pior. É verdade que no ano passado ficaram em 4º, agora estão em 3º. Parafraseando o treinador do Benfica, poder-se-ia até acrescentar que perder em casa com a Académica por 0-1 nem foi mau de todo, porque no ano passado perderam por 0-3...
Nem se pode dizer que este ano não se investiu na equipa. Ao contrário do Sporting, cujas contratações foram no mercado do "custo zero" (Rochemback, Caneira e Postiga), para o Benfica foram feitas aquisições de luxo - Aimar, Suazo, Reyes, Sidney, Balboa, Carlos Martins, etc. Uns não passaram de flops, quanto aos outros sente-se que Flores não os consegue fazer render. Para o ano, nova enxurrada de estrelas para a banda da Luz, novo ciclo apregoado a todos os pulmões, enfim, a história que se repete época após época. O D. Sebastião está disponível, depois de ter sido despedido no México... e Scolari também anda por aí...

Sexta-feira, Abril 10, 2009

Emparedados entre o sonho e o fracasso; ou a distância que vai do primeiro ao terceiro

Brilhante jogo do Porto em Manchester, nos quartos de final da Champions. Quem me dera ser o Sporting! Ter uma equipa que joga com forte personalidade, metendo medo aos ingleses de Ferguson. Marcando um golo de inicio e obtendo o merecido (no mínimo) empate 2-2 já no final da partida, a exibição portista foi elogiada e reconhecida em toda a Europa futebolistica. E não se diga que foi o Manchester de Ronaldo, Rooney, Tevez e companhia, que estiveram inferiores. Não, o Porto fez um jogo fantástico, uma equipa afinada, que sabe o que quer e não tem medo de acreditar. Não está, ainda, nas meias-finais, mas ficou mais perto da ante-câmara do grande sonho: a final de Roma.

O Sporting ainda está muito longe destas andanças. Querendo ser verdadeiro, internamente temos vindo, nos últimos anos, a encurtar distâncias relativamente à equipa portista. Faltará ainda muito tempo, para que, também na Europa, sermos tão grandes como os maiores? Sendo optimista, sabendo que é necessário uma equipa sólida, que se constrói, passo a passo, quero crer que também na Europa o futuro será melhor que a actualidade. (embora com tristes e humilhantes despedidas, este ano chegámos o mais longe de sempre, na Champions).

Uma das premissas é estar todos os anos presentes. Esse objectivo consegue-se na Liga Nacional. Este ano só o campeão terá passagem directa, e o segundo tem que disputar duas eliminatórias de qualificação. O terceiro já não tem lugar. Assim, o foco destes últimos sete jogos é manter a senda de vitórias, mesmo como a última, mais luta e nervo, que domínio de jogo, na magra vitória contra o Leixões por 0-1. Foi difícil, como o serão todos os jogos, pois a pressão de não falhar aumenta exponencialmente. O golo de Derlei, surgiu aos 10’ quando, finalmente, conseguimos ligar uma jogada (Moutinho, e Liedson na assistência). Mas foi sempre um jogo fraco, "apenas" muita luta.

Claro que não depende só dos comandados de Paulo Bento. Todos recordamos o contentamento e a expectativa que sentimos, ao intervalo do jogo de Guimarães, quando os portistas perdiam 0-1. Portanto, é ganhar jogo a jogo, mantendo vivo este sonho, esta ansiedade, até ao último dia. E não é isto, precisamente, a razão pela qual seguimos apaixonadamente, o futebol? Por outro lado, o Benfica está demasiado perto. E já vimos que ficar em terceiro é um insucesso grave.

Este ano, ainda mais que o habitual, os benfiquistas são empurrados da formas possiveis; repare-se na mensagem aos encarnados da capa de “A Bola” de ontem: “Não desistam!”. Ganharam na Amadora, com muito pouco mérito, numa exibição "miserável", (só a mestria na marcação de grandes penalidades, os vai safando) e defendendo medrosamente a vantagem. Para completar as hilariantes declarações de Quique Flores à imprensa espanhola, explicando como é que conseguiu atingir o êxito em Portugal, nunca se cansando de afirmar a melhoria relativa ao ano anterior, em que o Benfica ficou em 4º. Uma espécie de história do Rei Vai Nú, como já aqui comentei.

Amanhã jogam os três candidatos, devido ao Domingo de Páscoa. Todos são jogos caseiros de ganhar. Em Alvalade vai a Naval. Mesmo sem contar com Vukcevic (baixa importante para o resto da Liga), temos a obrigação de ganhar. Conto com isso.

Terça-feira, Março 24, 2009

Taça da falsidade

Parecia mal, o Benfica, o maior, o clube dos “bons chefes de família” não ganhar nada. A última vez que foi campeão, fruto de um favor de um árbitro que fez vista grossa ao encosto de Luisão a Ricardo, quando faltavam poucos minutos para que o Sporting garantisse o empate e a vitória no Campeonato de 2005, foi-o também às custas de favores da arbitragem com o prejuízo do Sporting. Agora, a Taça da Liga oferecido por “intuição” do árbitro, sem brilho. Os benfiquistas, quando se recordarem desta vitória, “à Benfica”, deviam manter os olhos para o chão com vergonha.

O clube da Luz, habituou-se a ser considerado especial, pelo antigo regime, e após frustrantes épocas, sempre atrás dos outros grandes, prepara-se, mais uma vez para ser 3º, numa temporada em que investiu, através de Rui Costa em jogadores elevados aos píncaros pelos nossos queridos e consagrados jornalistas desportivos. O país salivava com os Di Maria, Reyes, Suazo, Aimar, etc, comandados pelo consagrado Quique Flores. Afinal a montanha pariu um rato. Prestação verdadeiramente vergonhosa na UEFA, eliminação precoce na Taça, o terceiro lugar na Liga, restava a Taça da Liga.

Na final algarvia, o Sporting chegou ao 1-0 (Pereirinha, na recarga à bola devolvida pelo poste, após remate de Liedson) e tinha o jogo sob controle, não se vislumbrando forma de o Benfica ameaçar a baliza. Faltavam 15’ para o final, Di Maria vê uma mão de Pedro Silva, que mais ninguém viu. Ponhamo-nos no lugar do árbitro. Aqui estava uma belíssima oportunidade de fazer justiça, para com a multidão de “bons chefes de família” que ansiavam pela Taça. Assim, por intuição ou percepção, ou simplesmente porque o Benfica é o “maior” e merece estas benesses, toma lá o penalty e a expulsão. Ficam com a Taça da falsidade e da vergonha; façam bom proveito.

A reacção do clube encarnado não foi a habitual indignação, contra a falta de credibilidade no futebol português, levando as suas queixas às mais altas instituições do país. Não. A extraordinária intervenção do seu “relações públicas”, mostrando a argúcia e capacidade de análise de qualquer insecto, denunciou a grande conspiração: o Sporting estava em campanha para condicionar a arbitragem para segurar o 2º lugar. Estava resolvido! Afinal o Sporting tinha tudo planeado: forçara o árbitro a roubar-lhe a Taça, para ter o argumento falacioso que lhe faltava. Brilhante.

Para terminar o rídiculo, hoje “A Bola” em toda a sua 1ª página, acusa: “Querem tirar brilho à nossa vitória!”. Anedótico, Luisão, o mesmo protagonista da outra mentira de 2005. E é assim que o futebol português se vai arrastando na lama. Nunca gostei da tendência de me desculpar com arbitragens, mas tenho direito à indignação. Mensagem à equipa e ao treinador: cabeça erguida e orgulho na nossa equipa. O sonho do título mantém-se.

Sábado, Março 21, 2009

Ganhar a final para atacar o sprint final pelo sonho

Escrevo na expectativa da final que começa dentro de pouco tempo. O Sporting, ainda na ressaca do choque de Munique, tem oportunidade de conseguir importante motivação caso vença a Taça da Liga ao seu rival de sempre, o Benfica.

Sim porque é necessário um forte complemento anímico para encarar o sprint final do Campeonato. Claro que os 4 pontos de vantagem do Porto lhe dão todo o favoritismo, mas é dever do Sporting manter a chama para aproveitar qualquer escorregão.

Cumpridos, sem especial brilho os últimos dois jogos da Liga, siameses no seu desenrolar e resultado (já 2-0 ao intervalo) contra Paços e Rio Ave, “obrigatório” para continuar a sonhar, aproveitámos o brinde da derrota da equipa do(as) Flores e passámos para 2º.

Acrescento que esta ultrapassagem ao Benfica na recta final é uma re-edição do que tem acontecido nas últimas temporadas. E nunca cedemos. Como nota, estreia a marcar de Rochemback (livre directo, claro) e também os golos de Moutinho.

Precisamos de ganhar a Taça, para recuperar estaleca. Temos equipa para isso. Vamos a eles!

Sexta-feira, Março 13, 2009

Estado de choque. E agora?

Humilhação, revolta, indignação. Após o jogo não me apeteceu ver ninguém, ter que falar com alguém sobre este terramoto era insuportável. Estado de choque seguido de tristeza. Tristeza profunda. Para um adepto leonino, viver esta derrota, uma nódoa indelével na história do Sporting, ser esmagado por 7-1, é experimentar o ponto mais baixo do naipe de emoções que o jogo transmite.

O sentimento imediato é mandar todos à merda (para ser soft) e desligar. Mas, no meu caso, quando a equipa está completamente em baixo, destroçada, ainda mais me reforça a vontade de ganhar, de ser Sporting. O momento é critico. O próximo jogo é como uma guilhotina. Ganhar é sobreviver mais uma semana.

Tudo correu mal nestes oitavos da Champions. Ao contrário do que esperava, e era exigível, o Sporting tinha que lutar por um resultado digno, tentar a vitória, que não apagaria a vergonha dos 5-0, mas daria a verdadeira imagem da evolução da equipa de Alvalade.

Pior não podia ter sido. As infelizes declarações de Veloso no aeroporto (atacando o clube que lhe paga), com a displicente atitude em campo, quando, inexplicavelmente, Bento o colocou a titular, arrependendo-se, e bem, ao intervalo, foram uma premonição do pesadelo.

A história do jogo é, certamente, indiferente. O Bayern encontrou facilidades inacreditáveis e mais golos poderia ter marcado. Curiosamente o Sporting fez 14 remates, 6 com perigo. Foi a defesa, melhor dizendo, a equipa que não soube defender, que fez o naufrágio. Polga foi o pior. Como sabem, considero o Polga um dos melhores defesas que tem jogado em Portugal, só Pepe foi melhor. Em Munique foi desastrado com intervenções disparatadas que resultaram nos 3 primeiros golos. O 2º e o 3º foram cómico-trágicos. Moutinho (grande golo) e Vukcevic foram os nossos melhores.

Sou optimista (não há utilidade nenhuma em o não ser), e sendo sportinguista não consigo deixar de o ser. Continuo a apoiar a estratégia do Clube, na formação de jogadores, na redução de custos e na contribuição para a credibilidade do futebol. Naturalmente, se os resultados não ajudam, o caminho, já de si difícil, torna-se quase intransponível. Os profetas da desgraça esfregam as mãos e "cortam cabeças", dirigentes, técnicos e jogadores, uma limpeza geral. Obviamente, não concordo.

A equipa tem que levantar a cabeça, cerrar os dentes, e demonstrar a sua raça já no próximo jogo. Têm um sério risco, pois a moral, a confiança, que têm um peso enorme numa equipa de futebol, atingiram o ponto "zero". Em Munique não tiveram "estofo" para altos voos, a reacção que amanhã revelarem ditará o futuro.

Sporting, a nossa Fé.

Terça-feira, Março 03, 2009

Foi-se a Champions, mas ainda cá andamos...

0-5 é um resultado que envergonha.
Após alegrias da vitória frente ao Benfica, as tristezas e humilhações, da derrota contra o Bayern.

Os bávaros têm um super-clube, a todos os níveis. O Sporting, a estrear-se na alta-roda da Champions, mesmo contra a estatística (demonstra aquilo que todos sabemos, nunca ganhámos a alemães, e o Bayern “só” perdeu a célebre final, em todos os jogos contra portugueses), sentia, ainda assim, que podia dar luta e até vencer o jogo. Essa atitude foi evidente na 1ª parte.

Saímos sem honra e sem glória. Resta-nos lutar com dignidade, pela vitória, em Munique. Bem recentemente, já tinha havido duplo confronto, Sporting-Bayern, e aí não ficámos mal, antes pelo contrário, embora perdendo, 0-1 e empatando 0-0, subiu a nossa reputação na Alemanha.

O vigoroso, sonoro, e a plenos pulmões, grito de “FODA-SE”, que me saíu, em Alvalade, ía já a 1ª parte a acabar, quando Ribbery, saltando sobre os centrais, marcou o 0-1, foi a mesma reacção da equipa. Um passe suicida, erro sem perdão, de Derlei ofereceu a oportunidade, que, os verdadeiramente clubes-top, nunca falham, (quase) sempre. Paulo Bento disse claramente: eficácia. Marcar 2 golos nas 3 primeiras oportunidades. A isto chamo eu, eficácia.

A ténue reacção do início da 2ª parte, foi travada com dois golos de rajada. Aí a equipa desconjuntou-se como um baralho de cartas. Pereirinha chegou, a lateral, a ser cómico. O Sporting real é o da 1ª parte. Batalhador, com a lição estudada, defender e recuar se necessário, mas a farejar atentamente a possibilidade de marcar, mantendo os alemães com um jogo de respeito.

Os 0-5, é um resultado que envergonha os sportinguistas, o que não significa que a equipa nos tenha envergonhado. Cabazadas sempre houve no futebol, mas não é normal, aliás, nunca tinha acontecido. O grito, com o 0-1 foi o simétrico dos gritos aos belos golos de Liedson contra o Benfica. Desta vez a nossa frustração foi também simultânea com a euforia de muitos lampiões, que ganharam 5-0!

Ir ao Dragão, com o machado na cabeça (no que respeitava à corrida pelo título), condenado pelos 0-5, treinador criticado (Romagnoli a titular, troca a defesa, teimosia por Rochemback e o problema das dores do Veloso), a situação era, futebolisticamente falando, catastrófica. E, certamente, que mesmo com grande incremento de adeptos, o Sporting seria derrotado por um Porto motivado, e com a indesperdiçável oportunidade de abrir uma passadeira larga para o título.

Com este cenário negro, a resposta da equipa, o jogo que fizeram, a forma como lutaram contra a adversidade, demonstraram, uma vez mais, que “Queremos ser Campeões”. E ao intervalo, o sinal mais (+) era claramente do Sporting. Liedson teve na cabeça a vitória. Na 2ª parte o Porto teve mais ascendente, o resultado foi o correcto.

No onze que terminou o jogo no Dragão, o Sporting tinha 6 da cantera. Estando de fora Patrício e Veloso. E Pereirinha a titular foi dos melhores. E este é um valor e factor de orgulho deste clube que apostou claramente na formação e venceu. E tem que permanecer. Nunca é de mais repeti-lo.
Estamos a 4 do Porto e a 2 do Benfica, e não somos inferiores a nenhum deles, como ficou à vista nesta semana terrível, Benfica – Bayern – Porto. Faltam 10 jogos. Nos próximos dois é proibido perder pontos; se tal acontecer, termina a real possibilidade de sermos, de facto campeões. Os dois em casa, Paços e Rio Ave. Às vezes estes são os piores, no sprint final. E aproxima-se a final da Carlsberg Cup. Outro título que perseguimos e queremos ganhar!

* o Bayern rematou 7 vezes e marcou 5 golos. Eficácia!

Domingo, Fevereiro 22, 2009

Obra-prima perfeita de Pereirinha e Liedson

Ser do Sporting significa também considerar o Benfica o rival a ultrapassar, o “inimigo a abater”. O Sporting-Benfica vale três pontos mas dá também uma satisfação a dobrar: para além da vitória dos nossos, a derrota deles. O orgulho de ser Sporting transborda neste derby e neles cresce a frustação.

E quando se ganha e convence, mesmo os suspeitos do costume, têm que admitir que o Sporting esteve muito acima, no futebol produzido, relativamente ao Benfica, cheio de superstars. Parafraseando “A Bola”, este ano particularmente inebriada pela equipa encarnada, “as vantagens de Paulo Bento sobre Quique Flores ainda se tornaram mais evidentes pela brutal diferença na qualidade de futebol mostrado pelas duas equipas.” E para que não fiquem dúvidas, segue: “Tão brutal diferença, que é justo dizer-se que o Sporting merecia melhor resultado”. Também para mim foi cristalino: se tivéssemos um pouco de sorte, como tinha pedido, o resultado pela margem mínima, 3-2, teria sido transformado para uma diferença de, pelo menos três golos. Ganhámos, sem espinhas e sem sorte.

O jogo era decisivo para nós. Perdê-lo significava ir ao Dragão, na próxima jornada com o espectro de ficarmos a 10 pontos dos portistas e a 9 do Benfica! Seria o adeus ao título. Assim, com essa enorme pressão, fizemos pela vida. Desde logo o treinador, cujas declarações pré-jogo, faziam adivinhar aquilo que aconteceu: o Benfica resguardado, apostava unicamente no contra-ataque, esperando a perda de bola para partir para ataques rápidos através do seu trio de luxo, Reyes, Aimar e Suazo. O empate servia-lhes, e esperavam marcar num lance de bola parada. Mas nós trocámos-lhes as voltas e jogámos como eles não queriam.

Em qualquer jogo o primeiro golo determina muitas vezes o resultado final. Fundamental e decisivo, mais uma vez, Liedson. A maravilha daquele remate certeiro, que enrola para entrar no ângulo da baliza logo aos 10’, confortava e retirava ansiedade à equipa (e também aos adeptos). A primeira parte foi sempre equilibrada, com o Sporting a ter mais iniciativa mas sem arriscar muito. Poucos remates, muito escassas oportunidades de golo. E o Benfica chegou ao empate aproveitando o único erro de Polga que, surpreendido por Suazo, o derrubou, provocando penalty, que dava empate ao intervalo.

Pedro Silva e Rochemback a titulares, teimosia do técnico, que defende a sua aposta e que lá vai levando a água ao seu moinho. Estiveram ambos bem, mas juntamente com Grimi, longe do nível de todos os outros jogadores. Liedson, será recordado para sempre como um dos melhores avançados de sempre. Melhor que Jardel, que Acosta e Juskowiak, Gomes, Manuel Fernandes e Jordão, mesmo do que Keita e Yazalde. O levezinho tem sido o melhor avançado na Liga Portuguesa nos últimos anos e a sua forma está no melhor nível de sempre. E, especialmente contra o Benfica, Liedson está a criar uma lenda.

Abrindo a 2ª parte com o golo de Derlei (finalmente um passe que resultou de Polga), a equipa do Sporting dominou o encontro, com alto ritmo em busca do golo tranquilizador que por várias vezes esteve à vista. Com o meio-campo a pressionar bem dentro do meio-campo contrário, Izmailov, Moutinho e Vukcevic, estavam insaciáveis a construir jogadas de ataque, que a mobilidade de Derlei e Liedson transformavam em situações de finalização que se sucediam em bom ritmo. O jogo entusiasmava, mas o golo tardava em aparecer. Paulo Bento recorreu à arma secreta, ao trunfo escondido, jogado no tempo certo, Pereirinha.

Foi uma obra de arte: Lançado na direita por Izmailov, em velocidade, Pereirinha passa por David Luis (bola por um lado jogador por outro), e acelera para a linha final. Sidnei faz a dobra, mas, serenamente, Pereirinha senta-o, e tira um cruzamento de pé esquerdo, com peso, conta e medida. Ainda longe da baliza, o felino levezinho, antecipa-se a Maxi, e cabeceia forte, colocado e tecnicamente perfeito para o voo de Moreira, entrando a bola junto ao poste. Simplesmente perfeito. Finalmente, a tranquilidade.

O Benfica, que nunca quis verdadeiramente ganhar (ou disfarçou bem), que, com a colaboração do árbitro apostou quase só nos livres, perto ou longe da área, ainda assim, reduziu para 3-2, já no final do jogo, numa boa cabeçada de Cardozo. O Benfica foi fraco, nas palavras do seu treinador, Flores, e não merecia este golo, que dá a aparência de equilíbrio, que verdadeiramente não existiu; o resultado foi escasso, resumiu, de modo simples, Bento. No confronto de treinadores também uma vitória inapelável do leão.
Estamos preparados para os desafios que se aproximam: Bayern para a Champions e depois a visita, também decisiva ao Dragão. Peço, que repitam aquilo que de bom se viu ontem em Alvalade: Esforço, Dedicação, Devoção e Glória: Eis o Sporting

Terça-feira, Fevereiro 17, 2009

Esperança da sorte ser nossa

Fiquei verdadeiramente feliz com o jogo do Restelo. Não que o Sporting fizesse uma “grande” exibição, mas pela costumeira má-fortuna, que desta vez deu lugar à querida sorte de conseguir um resultado bom, uma vitória fundamental, e que foi simultaneamente um espelho daquilo que se passou durante o jogo;

Assim, quando o Sporting sofreu o golo, já na 2ª parte, parecia bruxedo. A equipa tinha feito todas as despesas de um jogo disputadíssimo com um Belenenses com a corda na garganta, dirigido pelo campeão Pacheco, que merecia estar a vencer com tranquilidade quando desceu aos balneários. O Sporting mostrou que estava vivo, apesar dos últimos 3 jogos sem ganhar, teve garra e saber para dominar o jogo, sem conseguir, é verdade, muitas situações de finalização, e mesmo já com Liedson não conseguiu marcar.

A perder a equipa abanou. Mas não caiu. E Rochemback saiu.
A reviravolta foi sensacional. Vukcevic e Postiga marcaram e assistiram-se mutuamente para arrancar esta feliz vitória, que como disse, com razão, Paulo Bento, peca por escassa.

Na defesa Polga e Carriço estiveram bem. Temos a questão dos laterais por resolver. Continua a aposta em Pedro Silva, que é muito virado para a frente, mas que penso não ter consistência para titular, a colmatar a baixa de forma do habitual, Abel.
Pereirinha pode vir a ser um bom lateral, e podia ser já. O mesmo com Miguel Veloso do lado contrário, que jogou no Restelo e esteve (ou não esteve) no golo adversário. (Grimi precisa crescer, e Ronny é também muito imaturo).

Em grande o puto Adrien. Merece ser titular contra o Benfica e, a continuar com o momento actual, é um sério rival tanto a Veloso como a Rochemback. Mandão na sua zona, inteligente a apoiar e sem medo de entrar. Ao contrário, o brasileiro, Roca, tem jogado a nível fraco e com influência, pela negativa no jogo de equipa. Tanto a defender (as desconcentrações do 1º golo na Luz repetem-se com frequência) como a atacar, Rochemback tem jogado pouco, e exige-se mais. Aliás como se exige aos outros.

Como Izmailov e Vukcevic, Derlei e Postiga, que sabem que têm que render ou perdem o lugar. Até porque Yannick, Romagnoli querem jogar. Moutinho teve febre, ficou só em 3º na história de jogos consecutivos no Sporting (atrás de Carlos Gomes e Eurico). Portanto o capitão estará na recepção ao Benfica no próximo sábado. A equipa por mim escolhida: Patrício (em dúvida); Pereirinha, Carriço, Polga e Veloso; Adrien, Izmailov, Vukcevic e Moutinho; Yannick e Liedson.

Quando, após Vukcevic ter desmarcado de forma sublime Postiga, que com um arrogante chapeuzinho conquistámos a vitória convenci-me que desta vez a sorte estava por nós. Mas os golos perdidos (Yannick e Liedson) acabaram por não dar a verdadeira expressão ao resultado.

Sobretudo no dia seguinte continuei a ver a sorte estar do lado do Porto (sofreu até ao fim) e do Benfica que já no limite derradeiro dos “descontos” viu o Paços a falhar um tiro ao golo que bateu com estrondo no poste. A Liga vive-se cada jornada. E a intensidade, a responsabilidade, a ambição e, sobretudo a humildade do colectivo são os parâmetros que estão em jogo. Em jogo está o título e único lugar directo à Champions. Já em Alvalade, sábado à noite. E tenho esperança que a sorte esteja por nós.

Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009

Querer e não poder...

Concordo na íntegra com Paulo Bento: o Braga ganhou porque foi melhor equipa. Sem espinhas, mesmo com dúvidas nalgumas decisões da arbitragem. É verdade que os bracarenses tiveram mais lances de golo, estrangularam sempre as iniciativas dos leões, e com a bola nos pés, trocavam-na com ritmo, com certeza de passe, cercando a área do Sporting, confirmando o jogo que tinham feito na Luz, onde o seu domínio foi ainda mais evidente e também que são, no momento a melhor equipa da Liga.

O resultado foi a desilusão dos sportinguistas que esperavam mais. É certo que por perder não significa que se jogue mal, e o Sporting não foi uma equipa fraca. Começou dormente, displicente, anestesiado pela personalidade da equipa do Minho que já na 1ª volta não tinha merecido perder. Sem espaço, jogadores estáticos, obrigado a falhar passes e as respectivas perdas de bola, a equipa andou perdida. Rochemback continua a ser o problema. Tendo sido aposta do treinador este não desiste dele, mas é evidente que neste momento, a sua titularidade é prejudicial. Na parte final antes do intervalo, houve um despertar, mas os cruzamentos de Pereirinha embatiam, invariavelmente, nas pernas dos adversários. Ao intervalo, o empate era feliz para o Sporting.

Miguel Veloso (aplaudo a atitude do plantel para o “recuperar”) aqueceu e todos pensámos na troca óbvia: sai Rochemback; Paulo Bento quis surpreender (?) e colocou-o a lateral (por troca com Caneira). Re-iniciámos melhor, mas como acontece frequentemente, o Braga marcou, na ressaca de um canto, num golo confuso. Foi bonito de ver a reacção leonina, que se libertou e se lançou com denodo á procura do golo. Izmailov, Vukcevic (no ataque) criavam alguma esperança. Antes do golo de Derlei, só por uma vez, num livre de Rochemback, pairou a sensação de golo.

Com o empate, todo o estádio acreditou e motivou a equipa a fazer o seu melhor período. Infelizmente aqui a sorte não esteve connosco. O Braga (que parecia satisfeito por segurar o empate) chegou ao golo num contra-ataque (numa jogada que nasce numa recuperação em falta óbvia, apanhando o Sporting em contra pé) que gelou todo o Universo! Faltavam 9’ para acabar. Para completo desespero nem chegaram a passar 3’ e o Braga fazia xeque-mate: 1-3.(a bola parece entrar na baliza, mas as dúvidas nem na televisão são desfeitas).

As respostas de Paulo Bento aos golos contrários mostraram alguma limitação (querer e não poder): após 0-1, sai Pereirinha (desperdiçou uma oportunidade para se fixar a titular) para entrar Tiuí, o longilíneo avançado que ainda teve algumas oportunidades que não concretizou (Vuk recuou). No 1-2, fez sair Abel (em baixo de forma) e entrar Pedro Silva! O Braga mostrou mais opções (Matheus e Mossoró), apresentou-se sempre serena e forte, uma bela equipa. No final ainda o alento de reduzir para 2-3 por Izmailov.

O jogo era de extrema importância, e cada jogo, a partir de agora, aumenta enormemente a pressão. Não ganhamos há três jornadas, felizmente deu empate no Dragão e nada está perdido. Continuamos a querer ser campeões. À imagem de Carriço que está imbatível e promete ser um “monstro” na defesa. Brevemente estará na equipa Nacional. Próxima batalha, Restelo. E regressa Liedson…

Quinta-feira, Fevereiro 05, 2009

Era uma cabazada...

Como habitualmente, quando o Sporting ganha é porque os outros são fracos, jogaram mal ou o jogo era "feijões". A realidade é que a equipa de Alvalade dá sempre tudo para ganhar em cada jogo, em cada competição. E faz uma gestão eficiente do plantel, de forma a que os normalmente suplentes não se notam quando jogam a titulares. E a meia-final da Taça da Liga (Carlsberg Cup), desvalorizada pelos portistas, foi, na verdade, uma excelente oportunidade para comparar 2ªs linhas de uns e de outros (lembro que as "sonantes" contratações do FC Porto, pelo menos nos seus ordenados estiveram lá todos) e a conclusão foi evidente: a superioridade dos leões, mesmo sendo infeliz na 1ª parte merecia melhor resultado. 4-1 soube a pouco.

Opiniões que tenho ouvido, deixam-me boquiaberto: o Porto controlou inicialmente, chegou com naturalidade ao golo e esteve perto do 0-2!! De facto, o futebol presta-se a interpretações muito variadas. Só uma equipa desde o apito inicial quis ganhar o jogo. O Sporting agarrou a iniciativa, empurrou o Porto, sem no entanto criar situações de golo, embora rematando sempre. Depois, um "golo à traição" com responsabilidades próprias), dava ao Porto uma vantagem imerecida, causando intraquilidade sportinguista, perante um "autocarro" à frente da área (no pior sentido da expressão), marcando o pior período do Sporting (cerca de 10').

Mesmo com o ambiente desmoralizador de Alvalade, a equipa teve forças para reagir e acaba a 1ª parte em grande nível, com jogadas de golo (Postiga completamente ineficaz), Moutinho, Vukcevic e Romagnoli podiam ter empatado, antes do golo (penalty duvidoso) que estabeleceu o 1-1 ao intervalo.

A 2ª parte começa com outro penalty (Pedro Emanuel, passou-se?!) e o Sporting a virar, com todo o mérito, o resultado. E a equipa respirou bom futebol, com jogadas de finalização a aparecerem regularmente. Derlei entrou e foram dele os mais bonitos golos da noite; 0 3-1 com magnífica assistência de Vukcevic, e o quarto após uma bela combinação Pereirinha / Izmailov. Com franqueza o resultado podia ter sido uma "grande cabazada". Segundo "A Bola" o Sporting teve 11 remates de perigo (contra 2 do Porto) em 18 remates.
Um bom jogo de equipa com Adrien a encher o campo, fazendo a melhor exibição que lhe vi, Moutinho com momentos mágicos (e já vai em 94 jogos consecutivos); aplaude-se o regresso da dupla Polga - Tonel (com Carriço a descansar) e boa nota para Izmailov (escandalosa perdida no final), Derlei, Vukcevic e sobretudo o destaque para Pereirinha que tem tudo para ser titular; rápido, inteligente, técnica a fazer lembrar P. Barbosa, e também bem na cobertura defensiva. Abaixo da média só Grimi e Postiga que têm que fazer mais. Vamos encontrar o Benfica na final, o que já valeu 600 000€, para acabar uma bela campanha (4 vitórias, 13 golos marcados) nesta Taça que queremos ganhar.
Na Liga Sagres, desperdício de pontos irritantes. Nacional na Madeira e na Trofa tivemos a vitória ao alcance, mas não fomos minimamente eficazes. Liedson lesionado, Veloso com mais um caso, Paulo Bento tem um grande desafio nos próximos jogos: Braga, Restelo, Benfica e Dragão. A luta continua.

Quarta-feira, Janeiro 14, 2009

Sporting, forte candidato


Boa entrada do Sporting em 2009. Quando falta um jogo para o final da 1ª volta (difícil na Madeira contra o Nacional) não está ninguém à nossa frente. Após ganhar em Setúbal (0-2) recebemos o Marítimo, num bom jogo de futebol. A equipa está mais consistente, sabe o que quer, determina o ritmo de jogo, defende bem quando é necessário, e, sobretudo apresenta uma confiança a que se junta a determinação para vencer.

A defesa, mesmo com alterações devido a lesões e castigos (Tonel e Carriço) continua forte, à frente de um Patrício que se afirma, cada vez mais, como um guarda-redes de imenso futuro. Polga é o líder indiscutível, formando dupla quer com Tonel (a opção natural) ou com Carriço (mais uma certeza da “cantera”) e contando ainda com a alternativa Caneira, constitui uma das melhores defesas das Ligas europeias (7 golos sofridos). Nas laterais, apesar das oscilações de Abel e de Grimi, são dois jogadores que tanto a defender como a atacar cumprem. E Pereirinha e Veloso são boas alternativas, aliás, penso que se deve apostar na sua titularidade, a curto-médio prazo.

O meio-campo é no Sporting o sector nevrálgico; quando agarra bem o jogo, e pressiona, a equipa funciona, quando não consegue ter posse de bola ou se desorganiza tudo corre mal. Persiste o problema Rochemback, que rende mais a trinco, mas não tem o ritmo nem a velocidade necessárias; Veloso é mais consistente. Moutinho o grande capitão (quem dera ter mais 3 “moutinhos”) é um médio total, que faz tudo bem feito; ele é o coração desta equipa, o pêndulo que define o ritmo, a organização e a inteligência da equipa. Izmailov e Vukcevic (grande reforço de Inverno), diferentes, mas ambos desequilibradores, que arriscam e criam situações de finalização. Romagnoli com o seu jogo de passe ao primeiro toque, inventa espaços de penetração, sendo também uma boa opção. Há também Adrien que mostra potencial para se tornar um bom médio.

O ataque tem Liedson. O extraordinário levezinho vive um momento muito alto e marca golos em quase todos os jogos. É uma das referências deste Sporting. Para o acompanhar temos mais soluções que nos anos anteriores. Derlei é um combativo que corrói as defesas contrárias, Yannick explosivo e com veia de goleador, Postiga um avançado natural que tem que melhorar a sua eficácia.

Assim vamos iniciar a 2ª volta na 1ª fila da grelha de partida. Não será na “pole position”, mas como diz o P. Bento dependemos só dos nossos resultados. E assim queremos continuar. Próximos jogos são de dificuldade máxima, mas também óptima oportunidade. E veremos o que conseguimos contra o Bayern Munich.

As minhas dúvidas de principio de época (P. Bento já extraiu o máximo, ou a equipa ainda pode crescer mais?) estão desfeitas: o trabalho tem dado resultados e o modo de jogar está enraizado, tornando o Sporting um forte candidato ao título. Mesmo com todos os naturais problemas provocados com os desejos de jogadores de aumentarem os seus rendimentos (Vukcevic, Veloso e Moutinho), o balneário mostra uma coesão e união acima de qualquer dúvida. Temos uma equipa bem estruturada, com alternativas e bem comandada. (P. Bento, P. Barbosa, Ribeiro Telles e Soares Franco). O anúncio da não recandidatura do presidente (surpreendente) faz-me desejar que o próximo não seja pior e que mantenha as grandes linhas estratégicas: formação, contas equilibradas e lutar por um futebol honesto. E que consiga despertar o entusiasmo dos adeptos leoninos, aquilo que faltou à actual Direcção.

Vi um Braga na Luz fazer um grande jogo que merecia uma vitória. O Benfica, mesmo com um autocarro à frente da sua área, sofreu tremendamente para guardar os 3 pontos que não justificou. O árbitro deu uma ajuda decisiva “não vendo” o fora de jogo escandaloso (que fez o resultado), e quando o Benfica tremia, quis resolver o jogo assinalando o penalty fantasma, que Suazo falhou. Depois, ignorou uma grande penalidade ostensiva de Luisão. Estou com Jesus quando afirma que o árbitro quis que o Benfica ganhasse. Calculo que muitos benfiquistas, ao saírem do estádio reflectissem: “ganhar assim, não, é uma vergonha!”. Ou não?

Sexta-feira, Janeiro 09, 2009

Record

Ranking IFFHS 2008: Sporting lidera entre portugueses

APESAR DE O FC PORTO TER SUBIDO 19 POSIÇÕES EM DEZEMBRO
O Sporting terminou o ano de 2008 como a melhor equipa portuguesa no ranking IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol), ocupando o 18.º lugar a nível mundial, subindo uma posição em relação ao mês de Novembro.

in jornal Record

Terça-feira, Dezembro 23, 2008

Jornada dos empatas


Vésperas de Natal, empates a zeros, jornada que começando mal, não acabou pior!



A Académica fez uma grande 1ª parte. De tal forma que nos obrigou a jogar mal, sem fio de jogo na meia-hora inicial. O Sporting não chegava à área, ao contrário, permitia (perdendo a bola) ataques rápidos e apoiados da Académica que não deram mais perigo porque a nossa defesa (rico Carriço) ainda vai dando para as encomendas. Só nos últimos minutos os empurrámos e criámos situações de golo. Mas fomos inferiores, sobretudo o nosso meio-campo não conseguiu "fazer" o jogo; Moutinho, aguerrido, mas a perder mais vezes, resolvendo mal, Romagnoli pouco em jogo e muito (demasiado) a "olhar para os pés"; Izmailov, trapalhão e Rochemback, embora na sua melhor posição, e já com uns bons "tiros", arrefece o jogo, mata a construção.



Assim, o nosso indiscutível melhor jogador actual ainda criava maior contraste; nitidamente Liedson está numa forma acima do normal, e faz-lhe falta entender-se melhor com Postiga que também fez uma 1ª parte negativa.



Mesmo este meio tempo, (já que na 2ª parte o Sporting fez um bom jogo, de qualidade, tal como tinha feito no 3-0 ao Marítimo, na Taça da Liga), não foi tão mau como já vi esta época jogar o Sporting , quando parecia que o mal era mesmo, "não saber jogar à bola". (posts anteriores). Não, a segunda parte foi nossa, em crescendo chegámos a dominar intensamente, a partir da entrada de Veloso para lateral (saindo Caneira, fraquito, penso que é jogador útil "de banco") e também com a entrada de Vukcevic (fortissimo talento) e Yannick, três jogadores com "questões" que Paulo Bento vai sabendo contornar, jogámos, ia dizendo, de forma a justificarmos plenamente a vitória e os três pontos. O herói foi o guarda-redes da Académica que fez defesas "impossíveis". Pareciam 2 pontos perdidos, no final de jogo, mal perdidos. Se tinha sido um tropeção na luta do título, P. Bento, premonitório respondia, "em princípio, mas ainda faltam os outros..."



E tanto Porto, no domingo como Benfica na 2ªfeira, repetiram os zeros. Marítimo e Nacional, dignos representantes da Madeira, não permitiram a portistas e benfiquistas um golito, mesmo com o reforço anímico com os resultados já conhecidos. O campeão de Inverno será conhecido no final da 1ª volta (ainda faltam alguns jogos); a época para as bandas de Alvalade continua a ser difícil mas lá vamos chegando com a "água ao seu moinho" com o objectivo de no "lavar dos cestos" sermos campeões. Boas Festas a todos.

Sexta-feira, Dezembro 05, 2008

O regresso do desejado...




Logo aos 5’ o golo a frio, numa recarga a remate de Varela que Patrício defendeu para a frente, causou o medo de um mau resultado. Felizmente Izmailov empatou logo a seguir (assistência de Moutinho), dando um início de jogo espectacular. Mas foi o Estrela da Amadora que foi para cima do Sporting, sempre em alto ritmo e com um futebol vivo, veloz que pôs a cabeça em água a toda a defesa. Chegar ao intervalo empatados não foi mau.

O ponto forte da equipa é a sua armadura defensiva, não costuma dar muitos espaços de finalização ao adversário, mas hoje nunca mostrou esse ponto-forte. Pereirinha, com pouco apoio de Rochemback, teve uma vida difícil para parar o caudal ofensivo pelo seu lado, que foi dominante. Há que dar mérito ao Estrela, com destaque para jogadores de “costela” leonina: Varela, Celestino e Vidigal estiveram em grande. Uma bola ao poste foi a chance desperdiçada de passar para a frente.

No 2º tempo, após começar na mesma toada, o melhor golo da noite iria realizar a metamorfose. Rochemback teleguiou a bola para a cabeça de Liedson, no limite de fora-de-jogo que rematou a bola colocada, sem hipóteses para Nelson, o outro campeão leonino, que brilhou evitando outros golos (também uma outra cabeçada de Liedson, bela jogada de futebol).

Depois o ansiado regresso do nº 10, Vukcevic. O levezinho ficou sozinho no ataque, tendo 3 médios muito ofensivos (Izmailov, Moutinho e Vuk), e a dupla Veloso – Rochemback a preencher o meio do terreno. Todos percebemos que o montenegrino é um dos melhores jogadores; fortíssimo fisicamente, com técnica e velocidade a sua principal arma é a facilidade de remate. A integração na equipa parece ter sido da melhor forma, e o prolongado braço-de-ferro com Paulo Bento terá tido um final feliz. O golo de Vukcevic foi a cereja em cima do bolo (sorte, pois o remate bate num defesa e trai o guarda-redes).

Assim, na derradeira meia-hora, o Sporting dominou e teve futebol e ocasiões para chegar à goleada. Vitória, 3 pontos, o resultado foi excelente, obtido numa reviravolta no marcador. Com o regresso de Vukcevic, a equipa a somar vitórias consecutivas, as perspectivas para o título mantém-se intactas. E o Sporting tem que estar na corrida até ao fim, porque “eu quero ser campeão”.

3ª feira na Suíça, um jogo da Champions que é uma boa oportunidade para motivar, para fazer crescer a equipa. Só em Fevereiro estaremos nos oitavos; a partir daí tudo será ganho. Para a Liga Sagres, jogo em casa, possibilidade de série de quatro vitórias, contra a Académica, para ir para o Natal em paz e tranquilidade.

Terça-feira, Dezembro 02, 2008

Com tranquilidade...


Resolver o jogo nos primeiros 20’ é o objectivo em todos os jogos. Desta vez correu bem. Não que jogássemos melhor que contra o Leixões, por exemplo, mas concretizámos duas bolas de golo. E boas jogadas de futebol: Moutinho rompe, e vê a desmarcação de Postiga, a bola sai redondinha e o remate fulminante. Depois, resistente sprint de Romagnoli, a assistência, e Liedson não falha. A vitória não fugiria, nem nunca estaria em risco.

O ritmo imposto pelo Sporting, após o 2-0, foi, o que Paulo Bento chama de controle de jogo: defesa fechada e ataque pela certa. A 1ª parte foi melhor que a segunda, embora foram também dos leões as melhores ocasiões, incluindo um golo invalidado que faria o 3-0. O Guimarães, que teve uma última temporada fantástica (ficou em 3º, após subida da II Divisão), não conseguiu discutir o resultado, mais por mérito do Sporting. Nuno Assis, formado também por “nós”, e dispensado pelo Benfica, era jogador que não me importava de ver regressar.

Do nosso lado destaque para Carriço, central forte, com técnica e velocidade, e que não fica atrás dos outros; temos defesa com valor de titular; realce também para Pereirinha que é uma aposta a lateral direito com muito potencial. Ontem estiveram muito bem, juntando-se a Moutinho e Izmailov, sempre dinâmicos no meio-campo e Liedson no ataque que está em grande forma. Postiga, esteve desconcentrado e quezilento; rende muito mais se estiver apenas preocupado com o jogo. Grimi ainda não está ao nível esperado (sempre achei que tem tudo para ser um grande lateral esquerdo); foi substituído por Ronny que ainda experimentou 2 bombas que puseram o guarda-redes adversário a “arder”.

Continuamos na luta, sexta vamos à Amadora jogo absolutamente para ganhar. Entretanto começa a haver uma luz ao fundo to túnel no que diz respeito a Vukcevic. Tomara que se encontre uma solução pois é um dos melhores jogadores, e bem integrado, é mais uma opção que faz falta à equipa.

Quinta-feira, Novembro 27, 2008

... e cair no ridículo!

Vergonha ao intervalo e brindes infantis



Perder com o Barcelona é um resultado esperado. Mas aparentar ser uma equipa de iniciados contra uma de seniores ou que serviram para um tranquilo treino dos catalães, já é qualquer coisa que não é natural. A primeira parte foi humilhante, para quem, como eu, esperava pelo menos, dar luta, dificultar, fazer o jogo pelo jogo, até porque a qualificação já estava garantida. Nada disso aconteceu. Com toda a facilidade o Barça chegou aos 0-2 aos 17’ e a partir daí a derrota sem honra estava definida e assumida por toda a equipa.

O problema via-se da forma como o Sporting se posicionava, em nítido contraste o conjunto do Barcelona: jogadores distantes uns dos outros, pouco interessados em se “mostrarem” para receberem passes, acomodados e apáticos viam os jogadores adversários a trocarem a bola como queriam, sem dificuldade, com o jogador de posse de bola sempre com várias alternativas de passe, de modo simples e eficaz.

A equipa teve medo? De quê? Joguem apoiado, passe para o mais fácil, perto uns dos outros, que as oportunidades surgirão! Este primeiro tempo mostrou à evidência que ainda nos falta muitíssimo para podermos competir com os melhores. Temos muito a melhorar. Será com Paulo Bento?

Na 2ª parte melhoramos o nível de jogo (o resultado estava feito) mas caprichámos nas ofertas; logo a abrir aquele “brinde” da marcação do livre com tudo a dormir a fazer o 0-3 bizarro. Mas mais viriam. O melhor período dos leões chegou, com a equipa a perder as tremideiras e a soltar-se mais. Liedson e Derlei (Yannick foi surpresa no ataque titular, depois foi para médio-ala quando Romagnoli saiu, ao intervalo) ganharam algum espaço, Pereirinha e Moutinho (lutou imenso) conseguiam ter bola, Veloso melhorou da apagada (e parada) exibição da 1ª parte; a zona central da defesa teve dificuldades (obvias) com Carriço cada vez mais a impor-se, mas foi Caneira quem viria a ser o “pior em campo”.

Os dois golos de rajada (livre impecável de Veloso, mais aproveitamento fulminante do levezinho) a reduzir para 2-3, trouxeram-nos momentos de euforia. Duraria pouco pois Caneira, de forma bizarra, marcaria na própria baliza. Logo depois um penalty forçado, faria o 2-5 final e a expulsão de Patrício.

Perdemos sem glória, e a motivação da equipa está em baixa acentuada. Será que esta equipa já atingiu o pico e está em curva descendente? Cada vez mais parece ser o caso. E, se assim for, teremos que mudar no final desta época. Mantendo, espero eu, a aposta na formação, em que somos dos melhores e que deve ser um motivo de orgulho dos sportinguistas. Ontem estavam 7 jogadores na equipa inicial (Patrício, Caneira, Carriço, Veloso, Moutinho, Pereirinha e Yannick, mais alguns no banco).

Destaque especial para dois grandes jogadores de nível mundial: Xavi que conduz o jogo, marca o ritmo e descobre “buracos de agulha” e, claro, Messi verdadeiramente um fora-de-série. Ver este jogador ao vivo ficará sempre na recordação de todos.Segue-se a Liga, recebemos o Guimarães após vitória fora muito suada e sofrida contra a Naval. Aos soluços continuamos a manter-nos perto dos lugares cimeiros mas o risco de descolarmos é grande. Esperança verde, pois continuamos (ainda) a ter muito para ganhar.