quarta-feira, junho 20, 2007
O "defeso" do Sporting, a política de dispensas, contratações e renovações até agora executada, parece ser prudente e acertada. Enquanto Benfica e Porto se encarniçam no reforço das equipas (num remake de um filme já visto com Moretto - valeu a pena?), os dirigentes do Sporting vão, tranquilamente, conseguindo reforços que trazem selo de qualidade.
Com Romagnoli parece já estar tudo acertado. Gladstone já é leão, com empréstimo por uma época e direito de opção (boa política esta, de testar os jogadores por um ano e só depois avançar para a aquisição do passe). O russo Izmailov, grande esperança do futebol russo, também parece estar a caminho. Caneira continua em cima da mesa. Grimi, lateral esquerdo do AC Milan, é forte hipótese. Tudo transparente. Tudo tranquilo. Tudo com selo de qualidade.
Agora... Derlei????? Incrédulo, repito: Derlei?????
Espero sinceramente que tudo não passe de especulação jorrnalística, típica do pasquim oficiosos dos vermelhuscos. Se houver algum fumo de verdade na notícia de hoje da Bola, fico muito desiludido com os meus dirigentes. Derlei é caro. Derlei não serve para o Sporting. Não entra imediatamente na equipa - como se comprova com a sua integração no SLB. Não tem margem de progressão - muito pelo contrário, parece-me que tem muita margem de regressão. Como é possível querer contratar Derlei e, por exemplo, emprestar Varelaou Saleiro, esses sim com ampla margem de progressão e prata da casa.
Cara direcção, caro Carlos Freitas, caríssimo Paulo Bento e restante equipa técnica, oiçam por favor este leão: se, por mero acaso, vos tiver passado mesmo pela cabeça a remota hipótese de contratar Derlei, esquçam. Deixem cair. Entrem em "fora de jogo". A malta, estou certo, agradece.
segunda-feira, maio 21, 2007
Leão com estofo de campeão
O FC Porto venceu o Aves e foi campeão. Com naturalidade. Não jogou um futebol brilhante, sofreu com a lesão de Anderson e o gradual apagamento de Quaresma e Lucho. Adriano acabou por segurar o campeonato. O Porto não foi a equipa mais regular, não foi a melhor equipa, mas acabou por saber aproveitar, com inteiro mérito, o avanço que lhe foi dado pelos mais directos rivais.
O Sporting chega ao fim em segundo lugar, garantindo o acesso directo à Champions e podendo ainda ganhar a Taça de Portugal. Acaba a época em cima, jogando o melhor futebol e garantido, desde já, a certeza de ter uma equipa pronta a disputar taco-a-taco as competições em que vai participar no próximo ano.
Os leões não chegam ao título por manifesto azar: os golos que não entraram em Leiria (creio, no entanto, que foi nesse jogo que se ganhou definitivamente uma equipa), o empate em Aveiro, permitido com alguma inocência nos últimos minutos. O empate em casa com o Aves. A já tão falada "mão de ronni". E, last, but not the least", a neste momento impensável derrota em casa com o Benfica.
Mas é assim a vida, por um ponto se ganha, por um ponto se perde. O Porto ganhou por um ponto e é campeão. Jesualdo leva o seu "Prémio Carreira". Parabéns aos dois. Chega.
Comece agora a "Era do Leão". Paulo Bento por muitos anos. Como diz Soares Franco, uma espécie de Alex Ferguson à portuguesa. Manutenção dos principais valores emergentes da Academia (por exemplo, ainda que se vá Nani, assegurem-se Moutinho e Veloso por muitos anos). Não somos a equipa do Futuro. Não somos a equipa do "Quase". Somos já, neste momento, a mais estável, sólida, consistente e regular equipa portuguesa. Venha o caneco e venham as próximas edições da Liga. Venha a Champions.
Adoro o cheiro a campeão que se sente em Alvalade. Quem duvide vai ter muitas desilusões nos próximos anos. Viva o Sporting Clube de Portugal.
quarta-feira, maio 16, 2007
19h15 - A hora de todas as decisões
Todos os jogos da última jornada da Liga BWin começam a ser disputados às 19 horas e 15 minutos do próximo Domingo, dia 20 de Maio (todos, excepto o Boavista-Marítimo, que já não decide nada e foi antecipado para sábado).
Uma hora e 45 minutos depois (mais coisa, menos coisa, contando com os 15 minutos de intervalo), saberemos qual o resultado final deste tão disputado campeonato nacional de futebol.
É extraordinária esta situação em que os adeptos dos três grandes vão entrar no estádio para ver a sua equipa e podem sair de lá campeões. Adivinham-se, portanto, casas cheias em Alvalade, no Dragão e na Luz. Que grande epílogo.
Eu vou estar em Alvalade. Do Sporting, espero a vitória. O resto não depende de nós. O Aves, se quer ficar na primeira divisão, está obrigado a pontuar no Dragão. Nunca torci tanto por Aves (águias excluídas). Neca, amigo, o leão está contigo.
Irá o FC Porto conseguir levar de vencida o aflito Aves? - Esse será o desfecho mais natural. Mas...
O Sporting chega à última jornada como a equipa que melhor futebol pratica. Os 15 minutos à Sporting deste final de época são entusiasmantes. A equipa funciona, afinadinha e sem tremideiras. O Belenenses não é presa fácil mas, se jogar como no Dragão, a missão dos leões simplifica-se.
Quanto ao Benfica, vai jogar sem Luisão, Simão ou Petit. A Académica pratica um futebol interessante, apesar de apresentar uma ineficácia atacante que quase comprometia a carreira da equipa nesta Liga. Dos três grandes, parece-me que o Benfica é o único que já "atirou a toalha ao chão". Vamos ver o que nos reserva o jogo da Luz, mas aposto na vitória da Briosa. A menos que... Miccolli.
Seja qual for o desfecho do campeonato, o Sporting acaba a época em cima. Melhor equipa, melhor defesa, recorde de jogos sem perder fora, mais golos marcados do que na época passada, que teve mais quatro jornadas (já contando com pelo menos um golinho aos de Belém)...
A espinha dorsal para a próxima época está garantida: Ricardo, Abel, Tonel, Polga, Veloso, Moutinho, Liedson...
Se Nani, Tello e Romagnolli ficarem, se Varela regressar e Yannick souber tornar-se mais eficaz, se sairem da "cantera" mais um ou dois grandes valores, o futuro é verde.
Este ano, ainda podemos ganhar tudo a nível nacional. Mas podemos também não ganhar nada. Nada, não. Ganhámos, de certeza, uma grande equipa. Esta é a hora de dar os louros a quem os merece. Paulo Bento e toda a equipa técnica. Soares Franco e toda a direcção. Escolas de formação do Sporting. Mesmo os elementos do plantel menos regulares, que têm demonstrado saber respeitar as decisões dos técnicos. Todos eles estão de parabéns. Para o ano, seremos ainda mais fortes. Aconteça o que acontecer neste final de época.
PS: se o campeonato acabar com a mesma diferença pontual que agora existe entre os três grandes, ganham maior relevo a mão do pacense Ronny e os estranhos acontecimentos de Leiria. Espoliados somos nós. O costume.
PPS: estranho. Para a última jornada, a Liga nomeou para as Antas um árbitro cuja isenção deixa muito a desejar aos sportinguistas, Olegário Benquerença. Para Alvalade, foi nomeado um árbitro do Porto, Jorge Sousa. Tenho uma boa imagem de Vitor Pereira, mas não gosto destas nomeações. No fim falamos.
terça-feira, abril 17, 2007
Somos o segundo
E pronto. Como seria previsível, já estamos em segundo.
Temos a melhor defesa da Europa.
Somos a equipa que, na Europa, não sofre derrotas fora de casa há mais tempo.
Temos uma equipa jovem e de enorme futuro (desportivo e / ou financeiro).
Temos a melhor defesa da Europa.
Somos a equipa que, na Europa, não sofre derrotas fora de casa há mais tempo.
Temos uma equipa jovem e de enorme futuro (desportivo e / ou financeiro).
Batemo-nos galhardamente e com muita honra na Champions, com colossos como Inter e Bayern Munique.
Vamos disputar a meia-final da Taça de Portugal, com os olhos postos na vitória no Jamor.
Temos ainda uma réstea de esperança relativamente à conquista do campeonato nacional.
Temos um orçamento para o futebol que é metade do Benfica e um terço do Porto.
Faltam cinco jornadas.
Vamos jogar à Luz. É para ganhar.
Já estamos em segundo. Podemos ainda chegar ao primeiro.
Não somos os maiores do mundo, como outros, que pensam que chegar à meia-final da UEFA (já para não falar da final) é para todos, mesmo que não joguem nada.
Lutamos há muito contra o sistema. Somos frequentemente roubados. A uns, deixam fazer tudo. A nós, exigem-nos cedência de terrenos para espaços verdes. Queremos uma academia, temos de comprar os terrenos e construí-la. E assim surge a melhor academia da Europa. Aos outros, câmaras municipais e as "Caixas" desta vida facilitam o trabalho. Ninguém nos leva ao colo, não seguimos a via dos "quinhentinhos", "fruta" ou "café com leite". A nossa SAD dá lucro. As outras... bem, as outras que se governem. Quero lá saber.
Somos trabalhadores, sérios e honrados. Somos o Sporting Clube de Portugal. Com esforço, dedicação e devoção, seremos sempre os campeões da esperança na glória.
Viva o Sporting. Clube de Portugal. O único.
terça-feira, abril 10, 2007
Ao rubro
Com o empate de ontem em Aveiro - que devia ser a vitória do Beira-Mar, não tivesse o Simão "inventado" um penalty nos últimos minutos - a luta pela conquista do campeonato nacional e pelo acesso directo à Champions ficou ao rubro.
O Porto lidera mas está em perda e creio que, com a lesão de Pepe, fica com uma defesa miserável. Pode sofrer estragos nos próximos jogos e, eventualmente, perder a liderança.
O Benfica vai em segundo. Luisão faz muita falta e Anderson é uma desgraça. Como os lampiões vivem na construção permanente de mitos, já erigiram o puto David Luis em novo herói encarnado. Tolos. O puto tem potencial e futuro, mas ainda é muito tenrinho. Além de jogar constatemente em falta, usando em excesso os braços (escola Luisão, fossem os árbitros rigorosos...), tem paragens cerebrais comprometedoras. Veja-se um dos golos do Espanyol.
Além disso, o Benfica continua na taça UEFA, o que é naturalmente bom (para eles) mas pode trazer algum desgaste aos jogadores.
O Sporting parece estar em crescimento. Nani a voltar à grande forma, Tonel quase a regressar, Romagnoli em grande, Miguel Veloso e Polga imperiais. Se Liedson e Moutinho arrancarem para um grande final de época, será muito difícil segurar este Sporting. Paulo Bento não pode inventar neste final de campeonato: Abel na direita defensiva, Tello na esquerda. Caneira terá de se conformar com o banco. É assim que a equipa rende mais.
Temos agora dois jogos para o campeonato em casa (mais um para a Taça) e temos a obrigação de ganhar todos. Depois, a Luz, jogo de uma época. Tudo está em aberto, o campeonato está ao rubro. Força Sporting.
Etiquetas: Campeonato Nacional, El Ranys, Sporting
segunda-feira, março 06, 2006
Consistência sem ansiedade, eis a receita
Jogo difícil contra equipa “antipática”, onde a vitória era obrigatória pois os outros candidatos já tinham ganho. Liedson e Caneira suspensos, substituídos por Tello e Douala. Carlos Martins continuou fora da convocatória (atitude pouco profissional?, Paulo Bento já demonstrou que sabe lidar com este tipo de problemas), e Sá Pinto regressou ao onze. O Sporting começou bem a espreitar o golo cedo, mas não aproveitou as oportunidades (que foram várias) e o Gil Vicente remeteu-se na sua defensiva, aspirando por um 0-0, queimando tempo e outros “truques”, que são as armas dos pequenos. O nosso meio campo não conseguiu muitos lances de desequilíbrio, já que Nani esteve algo trapalhão, enquanto Sá Pinto e sobretudo Douala não entraram bem no jogo. Aliás, enquanto que, a equipa jogou bem arrumada, demonstrando mais uma vez a coesão e sem nunca se precipitar, faltaram ontem as exibições individuais. Deivid perdeu passes e causou pouco perigo. Bem estiveram Moutinho, Custódio no apoio defensivo e sobretudo a dupla de centrais e Abel. O lateral direito é de facto um grande jogador e está a ganhar confiança. Foi intransponível a defender e incorporou-se sempre com muito a-propósito no ataque. Ricardo foi um mero espectador e Tello experimentou o seu pé esquerdo causando perigo em cantos e livres.
Dominámos a 1ª parte, com suficientes ocasiões para resolver o jogo até ao intervalo. Não correu bem nesse aspecto, mas é justo dizer que na construção do jogo o Sporting acusou demasiadas falhas de ligação, o que fez o público sentir algum nervosismo. Positivo foi claramente a equipa a defender pois não deu quaisquer hipóteses ao Gil Vicente.
Não estando a ganhar ao intervalo (e é para mim quase obrigatório, para garantir a vitória) pedia-se mais aos leões. A substituição de Nani por Romagnoli era evidente, mas infelizmente para o play maker argentino praticamente, tudo lhe saiu mal. Claramente é um bom jogador, criativo e que desequilibra mas ontem esteve abaixo das suas possibilidades. Com o tempo a passar sem o golo a aparecer a pressão aumentou e Paulo Bento mexeu: saiu Douala (causou algumas jogadas de perigo com a sua capacidade de explosão e velocidade mas também não esteve no seu melhor nível, longe disso) e entrou Koke, o espanhol que vinha criando imensa expectativa. E foi num grande golo, à ponta-de-lança, que Koke inaugurou o marcador e descansou os adeptos: Deivid assiste “em chapéu” a desmarcação de Koke, que controla a bola para dentro da área e remata para o poste mais afastado, potente e rasteiro. Temos avançado. (parceiro de Liedson?). Estavam decorridos 65’ e finalmente, 1-0. Para controlar, e não ser surpreendido, entrou João Alves e saiu Deivid. Não resultou já que o médio esteve nervoso a querer fazer bem e depressa e as coisas a saírem-lhe francamente mal. Estes últimos 10 minutos o Gil tentou ainda o empate (que nunca foi eminente) mas numa jogada bem desenhada de ataque rápido Romagnoli desmarcou Moutinho que driblou o guarda-redes e marcaria o 2-0, mas Koke confirmou o golo e assim bisou neste seu jogo de estreia na Liga.Em conclusão, a equipa correspondeu, procurou a vitória sem nunca perder a cabeça, num jogo em que o adversário nada tinha a perder e incomodou bastante. Faltou eficiência no ataque (naturalmente sentiu-se a falta de Liedson), o meio campo não foi tão “mandão” como costuma (Moutinho o mais regular, pôs o João Pereira “no bolso”) e a defesa vai já no terceiro jogo sem sofrer golos. Destaque para Koke que se afirmou claramente como uma opção para a titularidade para estes 9 jogos que faltam. Não deixámos o Porto fugir, e recebemos o Boavista no jogo crucial (pois é o seguinte) da próxima jornada.
Dominámos a 1ª parte, com suficientes ocasiões para resolver o jogo até ao intervalo. Não correu bem nesse aspecto, mas é justo dizer que na construção do jogo o Sporting acusou demasiadas falhas de ligação, o que fez o público sentir algum nervosismo. Positivo foi claramente a equipa a defender pois não deu quaisquer hipóteses ao Gil Vicente.Não estando a ganhar ao intervalo (e é para mim quase obrigatório, para garantir a vitória) pedia-se mais aos leões. A substituição de Nani por Romagnoli era evidente, mas infelizmente para o play maker argentino praticamente, tudo lhe saiu mal. Claramente é um bom jogador, criativo e que desequilibra mas ontem esteve abaixo das suas possibilidades. Com o tempo a passar sem o golo a aparecer a pressão aumentou e Paulo Bento mexeu: saiu Douala (causou algumas jogadas de perigo com a sua capacidade de explosão e velocidade mas também não esteve no seu melhor nível, longe disso) e entrou Koke, o espanhol que vinha criando imensa expectativa. E foi num grande golo, à ponta-de-lança, que Koke inaugurou o marcador e descansou os adeptos: Deivid assiste “em chapéu” a desmarcação de Koke, que controla a bola para dentro da área e remata para o poste mais afastado, potente e rasteiro. Temos avançado. (parceiro de Liedson?). Estavam decorridos 65’ e finalmente, 1-0. Para controlar, e não ser surpreendido, entrou João Alves e saiu Deivid. Não resultou já que o médio esteve nervoso a querer fazer bem e depressa e as coisas a saírem-lhe francamente mal. Estes últimos 10 minutos o Gil tentou ainda o empate (que nunca foi eminente) mas numa jogada bem desenhada de ataque rápido Romagnoli desmarcou Moutinho que driblou o guarda-redes e marcaria o 2-0, mas Koke confirmou o golo e assim bisou neste seu jogo de estreia na Liga.Em conclusão, a equipa correspondeu, procurou a vitória sem nunca perder a cabeça, num jogo em que o adversário nada tinha a perder e incomodou bastante. Faltou eficiência no ataque (naturalmente sentiu-se a falta de Liedson), o meio campo não foi tão “mandão” como costuma (Moutinho o mais regular, pôs o João Pereira “no bolso”) e a defesa vai já no terceiro jogo sem sofrer golos. Destaque para Koke que se afirmou claramente como uma opção para a titularidade para estes 9 jogos que faltam. Não deixámos o Porto fugir, e recebemos o Boavista no jogo crucial (pois é o seguinte) da próxima jornada.
Etiquetas: Sporting
domingo, fevereiro 26, 2006
Soma e segue: temos candidato até ao fim
Conquistar os três pontos era o que contava. Não aproveitar uma jornada para ganhar pontos aos nossos concorrentes directos. Coimbra seria sempre difícil (e perdemos em Alvalade na 1ª volta) e a Académica luta bravamente para fugir à despromoção. Não podia começar melhor: no primeiro minuto golo de João Moutinho (verificou-se depois que em posição irregular), a passe de Deivid e um inicio fulgurante. Os 23 minutos iniciais, quando se assistiu à melhor jogada de todo o jogo, com Liedson a chegar um pouco atrasado, foram de domínio do Sporting. Um meio-campo agressivo a despoletar jogadas de ataque com Romagnoli em destaque a mostrar uma criatividade e capacidade de decisão rápida que promete um verdadeiro número 10. Deivid também esteve bem. Laterais mais presos, consequência do querer dos jogadores da Académica que a pouco e pouco ganhavam a posse de bola e chegavam à baliza de Ricardo. O guarda redes do Sporting foi obrigado a trabalhar e esteve bem. Mas perdemos o controle do meio campo (Nani e Moutinho pareciam pouco concentrados) e sofremos 2 boas oportunidades de empatar. O intervalo chegou em boa altura para nós, pois já defendíamos sem a tranquilidade necessária. No 2º tempo o jogo manteve-se aberto, intenso, com um bom entendimento dos atacantes; mas o pendor do jogo não tinha uma tendência clara; o golo podia aparecer em qualquer baliza.
A nossa defesa resolvia os casos mais críticos, mas nem Polga nem Custódio fizeram um bom jogo. Quando os treinadores mexeram (Nelo Vingada arriscando tudo, Paulo Bento reforçando o meio campo, João Alves vindo de lesão, por Romagnoli, dos melhores) aconteceu o momento mágico de Liedson que resolveu com um remate potente e colocado de pé esquerdo, num golo de levantar o Estádio. A vitória já não fugia. O jogo estava ganho. Ainda se perdeu a ocasião mais flagrante de todo o jogo, quando num contra ataque rápido, Liedson isolado “chapelou” P. Roma mas a bola saiu ao lado. Há que reconhecer que a Académica fez um jogo excelente (desejo que permaneçam na Liga, e têm equipa para isso) e o resultado final foi pesado. Douala entrou para o lugar de Deivid (que tinha desaparecido) e ainda usou a sua velocidade. A equipa do Sporting mostrou argumentos sólidos, onde já se verifica o dedo de Paulo Bento. Agressivos, a ocupar os espaços, mostra uma coesão que a liberta de “angústias”. Quando é chamada a defender e quando constrói jogadas de ataque, aqui com um estilo muito agradável de triangulações rápidas e perigosas. Em resumo, equipa altamente competitiva que sabe o que quer. Paulo Bento afirma-se como um treinador de sucesso. Ainda fez entrar Hugo para terceiro central (saiu Moutinho) e retirou quaisquer veleidades à Académica. No final ainda um penalty, e expulsão de Pedro Roma, pois dá um estalo (inesperado) em Liedson quando este o “importunava”. Nani não falha, e repetimos o 3-0 da semana passada. Correu bem, e a corrida rumo ao título continua com um ritmo acelerado na 5ª vitória seguida, quando temos agora dois jogos seguidos em casa; Gil Vicente e Boavista. Amanhã, “de cadeirão” vamos registar a quem vamos ganhar pontos, e, se possível aos dois no caso de empate.
A nossa defesa resolvia os casos mais críticos, mas nem Polga nem Custódio fizeram um bom jogo. Quando os treinadores mexeram (Nelo Vingada arriscando tudo, Paulo Bento reforçando o meio campo, João Alves vindo de lesão, por Romagnoli, dos melhores) aconteceu o momento mágico de Liedson que resolveu com um remate potente e colocado de pé esquerdo, num golo de levantar o Estádio. A vitória já não fugia. O jogo estava ganho. Ainda se perdeu a ocasião mais flagrante de todo o jogo, quando num contra ataque rápido, Liedson isolado “chapelou” P. Roma mas a bola saiu ao lado. Há que reconhecer que a Académica fez um jogo excelente (desejo que permaneçam na Liga, e têm equipa para isso) e o resultado final foi pesado. Douala entrou para o lugar de Deivid (que tinha desaparecido) e ainda usou a sua velocidade. A equipa do Sporting mostrou argumentos sólidos, onde já se verifica o dedo de Paulo Bento. Agressivos, a ocupar os espaços, mostra uma coesão que a liberta de “angústias”. Quando é chamada a defender e quando constrói jogadas de ataque, aqui com um estilo muito agradável de triangulações rápidas e perigosas. Em resumo, equipa altamente competitiva que sabe o que quer. Paulo Bento afirma-se como um treinador de sucesso. Ainda fez entrar Hugo para terceiro central (saiu Moutinho) e retirou quaisquer veleidades à Académica. No final ainda um penalty, e expulsão de Pedro Roma, pois dá um estalo (inesperado) em Liedson quando este o “importunava”. Nani não falha, e repetimos o 3-0 da semana passada. Correu bem, e a corrida rumo ao título continua com um ritmo acelerado na 5ª vitória seguida, quando temos agora dois jogos seguidos em casa; Gil Vicente e Boavista. Amanhã, “de cadeirão” vamos registar a quem vamos ganhar pontos, e, se possível aos dois no caso de empate.Etiquetas: Sporting
domingo, fevereiro 19, 2006
Cumprir objectivo sem brilho
Muito melhor resultado que a exibição. Numa noite de temporal, apenas aquecida pela derrota do Benfica em Guimarães, a chuva e a ventania tornaram o espectáculo desagradável. A equipa do Sporting, com a sua geometria habitual, losango na intermediária e dois avançados livres, tentou ganhar o meio-campo e jogar a bola rente à relva o que se tornou quase impossível. As condições do terreno, a prender a bola, fizeram com que muitos passes se transviassem, e poucas jogadas (muito poucas) chegaram a zonas de remate. Com Carlos Martins desinspirado, Romagnoli com iniciativa mas pouca profundidade, raras eram as bolas que chegavam a Sá Pinto e a Liedson, que se mostrou esforçado. A primeira oportunidade de golo é do Paços, valendo Ricardo numa defesa com os pés. Essa jogada teve origem numa correria louca pela direita do Didi na ressaca de um canto a favor do Sporting. Em duas jogadas de ataque leonino pela esquerda (Caneira a apoiar sempre bem) Carlos Martins e Sá Pinto p odiam fazer melhor mas “fizeram-se ao penalty”, ou deu-me essa impressão.
O golo surgiu quando não se esperava numa entrada de Moutinho e o guarda-redes o abalroou. 1-0, por Sá Pinto. Numa primeira parte de muita luta a meio-campo e poucos remates à baliza fomos para intervalo a ganhar. Paulo Bento deu ordem de entrada a Deivid (tinha esperança em ver Koke) para fazer a dupla mais goleadora: Liedson e Deivid. Os pacenses procuraram o empate, mas o nosso sistema defensivo deu conta do recado. Perdemos o meio-campo mas a equipa nunca perdeu estrutura, mostrou sempre tranquilidade e confiança. Os laterais Abel e Caneira deram outra dimensão ao jogo. Fortes a defender, apoiam o ataque e pressionam os adversários, fazendo com que o Sporting preencha bem todo o campo. Alguns cruzamentos sem perigo, com os centrais apoiados por Custódio a resolverem. Sai C. Martins por Nani que se posicionou à esquerda. Seria mais tarde quando Tello entrou para a sua posição (tantas vezes reclamada) de interior esquerdo e Nani subiu para o vértice superior no lugar de Romagnoli. E foi Nani que em duas acelerações desenhou na assistência o 2-0 por Deivid à boca da baliza e o 3-0 por Tello (de pé direito), curiosamente as opções de P. Bento que deram um “colorido” ao resultado que o Paços de Ferreira não merecia. O que fica é que cumprimos o objectivo (não se podia falhar) mesmo sem grande brilho. Jogos em que se ganha categoricamente sem jogar bem, é uma normalidade nas equipas campeãs. Próxima semana a visita a Coimbra (obviamente, jogo crucial, pois é o seguinte) onde a vitória nos abre excelentes perspectivas de aproximação ao primeiro lugar. Oxalá…
O golo surgiu quando não se esperava numa entrada de Moutinho e o guarda-redes o abalroou. 1-0, por Sá Pinto. Numa primeira parte de muita luta a meio-campo e poucos remates à baliza fomos para intervalo a ganhar. Paulo Bento deu ordem de entrada a Deivid (tinha esperança em ver Koke) para fazer a dupla mais goleadora: Liedson e Deivid. Os pacenses procuraram o empate, mas o nosso sistema defensivo deu conta do recado. Perdemos o meio-campo mas a equipa nunca perdeu estrutura, mostrou sempre tranquilidade e confiança. Os laterais Abel e Caneira deram outra dimensão ao jogo. Fortes a defender, apoiam o ataque e pressionam os adversários, fazendo com que o Sporting preencha bem todo o campo. Alguns cruzamentos sem perigo, com os centrais apoiados por Custódio a resolverem. Sai C. Martins por Nani que se posicionou à esquerda. Seria mais tarde quando Tello entrou para a sua posição (tantas vezes reclamada) de interior esquerdo e Nani subiu para o vértice superior no lugar de Romagnoli. E foi Nani que em duas acelerações desenhou na assistência o 2-0 por Deivid à boca da baliza e o 3-0 por Tello (de pé direito), curiosamente as opções de P. Bento que deram um “colorido” ao resultado que o Paços de Ferreira não merecia. O que fica é que cumprimos o objectivo (não se podia falhar) mesmo sem grande brilho. Jogos em que se ganha categoricamente sem jogar bem, é uma normalidade nas equipas campeãs. Próxima semana a visita a Coimbra (obviamente, jogo crucial, pois é o seguinte) onde a vitória nos abre excelentes perspectivas de aproximação ao primeiro lugar. Oxalá…Etiquetas: Sporting
terça-feira, fevereiro 14, 2006
Liedson é leão até 2010. Grande notícia

«O Sporting para mim é tudo. Abriu-me muitas portas, acreditou no meu trabalho e respeitou-me. Todos sabemos que a renovação não se resolve de um dia para o outro pois ainda tinha vinculo. Tivemos jogos importantes e aconteceu no momento e na hora exacta. A questão financeira foi a que menos interessou, mas lógico que é um bom contrato.»
Estas as palavras de Liedson quando se confirma a renovação do levezinho até 2010. O melhor jogador a actuar na I Liga é do Sporting. Foi a melhor notícia, que todos os sportinguistas ansiavam. Assim, com um jovem treinador a equipa tem um núcleo duro que pode formar uma grande equipa (na definição de P. Barbosa) nos próximos anos, e na sua maioria portugueses; Ricardo, Tonel, Polga, Custódio, C. Martins, Moutinho, Nani, Liedson, , J. Alves, Douala e, se exercer o direito de opção também Abel, Romagnoli e Koke.
Etiquetas: Sporting
domingo, fevereiro 12, 2006
A Lei do mais forte
Futebol xôxo, Setúbal como esperado, a fechar bem e rápido no ataque. Não demos espaços mas quando de posse de bola tivemos um Sporting lento cujas jogadas de ataque resumiam-se às bolas lançadas pelos centrais, Polga não esteve mal, mas apenas Douala aparecia. Foram eles que fizeram a primeira impressão de golo, quando o seu avançado chegou primeiro que Ricardo, valendo Polga na cobertura à sua baliza. Ainda assim vimos um remate cheio de intenção de C. Martins, e uma boa jogada pela esquerda, com Caneira a apoiar bem concluindo Sá Pinto com remate perigoso para as mãos do guarda-redes. Falhou sobretudo o meio-campo que não aparecia para pegar no jogo. Moutinho apagado, C. Martins a perder bolas, Sá Pinto com jogo recuado, não conseguimos dominar o jogo. Mas a explosão de uma bomba lançada por C. Martins num livre do meio da rua (a lembrar os livres de Eusébio) fazia o 0-1 (35’). Ainda duas bolas na sequência de cantos (Tonel e Custódio). No final da 1ª parte, um fora de jogo (mal assinalado) que daria o empate ao Setúbal. Fomos para o intervalo com a noção que a coisa tinha corrido bem. 
Aparecemos a mandar mais no jogo na 2ª parte, com mais velocidade, Caneira dá o golo a Tonel que falha por centímetros. A pressão no meio campo do Setúbal foi intenso com Douala a aparecer numa jogada de venenoso contra-ataque, mas a bola bate na cara do guarda-redes, na saída. O golo chegou, também num livre de C. Martins que remata forte e na ressaca Moutinho não falha. A entrada de Deivid (por Douala) não trouxe benefícios. Com o resultado conseguido, o Sporting deu o domínio ao Setúbal sem nunca pôr em perigo a sua baliza. Ainda assim Ricardo esteve bem numa grande intervenção e menos bem num chuveirinho na pequena área. Foi um Sporting mais agressivo a não perigar o resultado. Entrou Nani (C. Martins) que deu mais criatividade e segurou melhor o jogo. Liedson não se conseguiu libertar da marcação cerradíssima durante todo o jogo.
Final do jogo ainda animou por mais um penalty de Sá Pinto (o terceiro) com os sadinos a chegarem ao 1-2. Mas não houve tremeliques e a melhor oportunidade ainda pertenceu a Nani, com um remate pleno de técnica a enviar a bola à barra. Três pontos, não permitimos alargar a diferença para o primeiro (a 5 pontos),e, claro torcer pelo Penafiel. Melhores, Douala pela velocidade, C. Martins decisivo, Polga e Custódio intransponíveis. Pena de Romagnoli não ter entrado. Muito bem também Caneira. Próximo jogo, crucial, pois é o próximo, Alvalade, Paços de Ferreira.

Aparecemos a mandar mais no jogo na 2ª parte, com mais velocidade, Caneira dá o golo a Tonel que falha por centímetros. A pressão no meio campo do Setúbal foi intenso com Douala a aparecer numa jogada de venenoso contra-ataque, mas a bola bate na cara do guarda-redes, na saída. O golo chegou, também num livre de C. Martins que remata forte e na ressaca Moutinho não falha. A entrada de Deivid (por Douala) não trouxe benefícios. Com o resultado conseguido, o Sporting deu o domínio ao Setúbal sem nunca pôr em perigo a sua baliza. Ainda assim Ricardo esteve bem numa grande intervenção e menos bem num chuveirinho na pequena área. Foi um Sporting mais agressivo a não perigar o resultado. Entrou Nani (C. Martins) que deu mais criatividade e segurou melhor o jogo. Liedson não se conseguiu libertar da marcação cerradíssima durante todo o jogo.
Final do jogo ainda animou por mais um penalty de Sá Pinto (o terceiro) com os sadinos a chegarem ao 1-2. Mas não houve tremeliques e a melhor oportunidade ainda pertenceu a Nani, com um remate pleno de técnica a enviar a bola à barra. Três pontos, não permitimos alargar a diferença para o primeiro (a 5 pontos),e, claro torcer pelo Penafiel. Melhores, Douala pela velocidade, C. Martins decisivo, Polga e Custódio intransponíveis. Pena de Romagnoli não ter entrado. Muito bem também Caneira. Próximo jogo, crucial, pois é o próximo, Alvalade, Paços de Ferreira.
Etiquetas: Sporting
domingo, fevereiro 05, 2006
Um osso duro de roer
Num jogo que contava para a corrida ao título, o Sporting tinha a responsabilidade de vencer um Nacional a fazer um Campeonato surpreendente, 3º lugar com os mesmos pontos que Braga (2º). O público leonino exigia a vitória e o estádio estava sedento de “vingança” após as últimas três derrotas com os madeirenses, e sobretudo depois da “provocação” do presidente nacionalista. O Sporting motivado pela grande vitória no derby, apresentou-se forte mantendo a mesma equipa. Com Carlos Martins a pegar no jogo a meio-campo, atacando com perigo numa grande jogada de J. Moutinho pela esquerda que preferiu rematar às malhas laterais dando a sensação de golo. O losango Custódio, Moutinho, Martins e Sá Pinto tinha mais ritmo, fechava bem e impunha o domínio do jogo. Abel sobressaiu, fazendo toda a ala direita contribuindo para a cadência altamente competitiva do jogo de Alvalade.
O Nacional nunca foi pêra-doce obrigando os leões a defender (e bem) durante um pequeno período. Com a lesão de C. Martins (quando parece crescer de forma, lesiona-se!) foi Nani que teve a grande oportunidade aos 44’ numa boa jogada Deivid, cruzamento perfeito de Sá Pinto e cabeça do puto para as mãos do guarda-redes. Era golo fácil. Pouco antes, Liedson num canto cabeceava por cima. Ao intervalo 0-0, o Sporting com o domínio total do jogo mas sem conseguir marcar. Os primeiros minutos da 2ª parte não estavam a correr bem mas logo aos 5’ num livre marcado rapidamente, a surpreender (Sá Pinto), cruzamento para Liedson que atrasa para o remate de pé direito de Caneira fora da área e o golo a entrar junto ao poste esquerdo. Estava feito o resultado que premiava a melhor equipa. A lesão de Abel (espero que por pouco tempo, faz falta) para a entrada de Miguel Garcia não fez a equipa tremer. Nunca a vitória esteve em perigo, e a equipa perseguiu o golo da tranquilidade a trabalhar bem e mantendo a posse da bola sempre com bom ritmo. Um jogador do Nacional é expulso e apenas por falta de clarividência não chegámos ao segundo. Sá Pinto a romper pela área remata contra um defesa, (já no 1º tempo tinha desperdiçado), tenta um remate colocado em jeito que sai muito perto mas ao 80’ Deivid inacreditavelmente falha na cara do golo. Paulo Bento garantiu a vitória metendo mais um para o meio-campo (J. Alves) e o Sporting garantiu mais três pontos num bom jogo de toda a equipa. Uma palavra para Nani que tem o futebol no corpo, mas perdeu demasiadas vezes o tempo de passe, agarrando-se à bola. Deivid merece mais oportunidades mas tem que as agarrar. Liedson muito lutador teve vida difícil, marcado por Ávalos. Os destaques para Custódio pela segurança e regularidade, Moutinho um verdadeiro box-to-box e um “mea culpa” relativo a Sá Pinto que está num momento de forma que influencia muito positivamente a equipa. Ultrapassado o Benfica (perdeu agora com o Leiria, repetindo o score 1-3), pressão para o Porto-Braga numa jornada muito positiva para os de Alvalade. Próximo semana, Setúbal, crucial (como todos os jogos) nesta corrida rumo ao título.
O Nacional nunca foi pêra-doce obrigando os leões a defender (e bem) durante um pequeno período. Com a lesão de C. Martins (quando parece crescer de forma, lesiona-se!) foi Nani que teve a grande oportunidade aos 44’ numa boa jogada Deivid, cruzamento perfeito de Sá Pinto e cabeça do puto para as mãos do guarda-redes. Era golo fácil. Pouco antes, Liedson num canto cabeceava por cima. Ao intervalo 0-0, o Sporting com o domínio total do jogo mas sem conseguir marcar. Os primeiros minutos da 2ª parte não estavam a correr bem mas logo aos 5’ num livre marcado rapidamente, a surpreender (Sá Pinto), cruzamento para Liedson que atrasa para o remate de pé direito de Caneira fora da área e o golo a entrar junto ao poste esquerdo. Estava feito o resultado que premiava a melhor equipa. A lesão de Abel (espero que por pouco tempo, faz falta) para a entrada de Miguel Garcia não fez a equipa tremer. Nunca a vitória esteve em perigo, e a equipa perseguiu o golo da tranquilidade a trabalhar bem e mantendo a posse da bola sempre com bom ritmo. Um jogador do Nacional é expulso e apenas por falta de clarividência não chegámos ao segundo. Sá Pinto a romper pela área remata contra um defesa, (já no 1º tempo tinha desperdiçado), tenta um remate colocado em jeito que sai muito perto mas ao 80’ Deivid inacreditavelmente falha na cara do golo. Paulo Bento garantiu a vitória metendo mais um para o meio-campo (J. Alves) e o Sporting garantiu mais três pontos num bom jogo de toda a equipa. Uma palavra para Nani que tem o futebol no corpo, mas perdeu demasiadas vezes o tempo de passe, agarrando-se à bola. Deivid merece mais oportunidades mas tem que as agarrar. Liedson muito lutador teve vida difícil, marcado por Ávalos. Os destaques para Custódio pela segurança e regularidade, Moutinho um verdadeiro box-to-box e um “mea culpa” relativo a Sá Pinto que está num momento de forma que influencia muito positivamente a equipa. Ultrapassado o Benfica (perdeu agora com o Leiria, repetindo o score 1-3), pressão para o Porto-Braga numa jornada muito positiva para os de Alvalade. Próximo semana, Setúbal, crucial (como todos os jogos) nesta corrida rumo ao título.Etiquetas: Sporting
domingo, janeiro 29, 2006
E nasce uma estrela... a equipa do Sporting
O Sporting venceu e convenceu. Foi superior em todos os capítulos do jogo. Começou por ganhar o meio-campo e foi sempre melhor a defender e incomparavelmente mais forte no ataque. Ao contrário das expectativas, onde o Benfica “sabia” que ia ganhar porque era melhor, e o Sporting tinha apenas a tal “luz trémula” ao fundo do túnel.
O jogo não foi
fácil. A jogar no ambiente do Estádio da Luz contra uma equipa eufórica pelas sete vitórias consecutivas, sabendo que não podia perder, o Sporting surpreendeu desde os primeiros minutos. Pegou no jogo com autoridade, e após uns primeiros quinze minutos em que as defesas não permitiram lances de ataque (remates sem perigo) calhou-nos mais uma vez a “fava”. Penalty de Custódio que por mero acaso (falha uma cabeçada) toca com a mão na bola.
fácil. A jogar no ambiente do Estádio da Luz contra uma equipa eufórica pelas sete vitórias consecutivas, sabendo que não podia perder, o Sporting surpreendeu desde os primeiros minutos. Pegou no jogo com autoridade, e após uns primeiros quinze minutos em que as defesas não permitiram lances de ataque (remates sem perigo) calhou-nos mais uma vez a “fava”. Penalty de Custódio que por mero acaso (falha uma cabeçada) toca com a mão na bola.O Benfica, sem nada fazer por isso, via-se aleatoriamente na posição de vantagem. Com a coesão dos encarnados evidenciada nos últimos jogos (afinal o grande mérito deles), a tarefa leonina tornava-se enorme.
E assim nasceu uma grande equipa! Que soube ser inteligente, com Moutinho a ser um gigante no preenchimento de todo o campo, e o vertiginoso Liedson. Já tinha tido a grande oportunidade de inaugurar (20 min) mas toda a sua movimentação, a inacreditável espontaneidade abriu várias vezes a defesa que pareceu frágil. Carlos Martins e Sá Pinto estiveram bem, lutadores e expeditos no passe, em velocidade que baralhou por completo o meio campo do Benfica, Petit e Beto. Deivid mais apagado, Custódio foi o pêndulo à frente da defesa dos seus melhores dias.
Após um intenso domínio do jogo o Sporting teve 3 excelentes jogadas em que podia ter chegado ao empate: estoiro de C. Martins à base do poste, cruzamento milimétrico do Martins para o amortecimento da cabeça de Deivid que erra o alvo e o remate em jeito de Sá Pinto que Moretto nega, em esforço.
Resultado ao intervalo era altamente lisonjeador para o Benfica, e mais que isso, uma injustiça tremenda para o Sporting. (injustiça que no futebol não existe mas que se sente).
O inicio do 2º tempo, trás um Benfica que tenta ter posse de bola e jogar com ela no chão (que ainda nunca tinha conseguido). Defesa do Sporting mostrou-se sólida, a dupla Tonel e Polga praticamente sem dar tempo e espaço ao ataque (?) do Benfica e os laterais Abel e Caneira (posições bem preenchidas onde estávamos carenciados) a corresponderem a bom nível.
O inicio do 2º tempo, trás um Benfica que tenta ter posse de bola e jogar com ela no chão (que ainda nunca tinha conseguido). Defesa do Sporting mostrou-se sólida, a dupla Tonel e Polga praticamente sem dar tempo e espaço ao ataque (?) do Benfica e os laterais Abel e Caneira (posições bem preenchidas onde estávamos carenciados) a corresponderem a bom nível.
Com o penalty de Beto (acertou em cheio em Liedson, devido à agilidade do levezinho), Sá Pinto transformou e, finalmente chegámos ao empate, que já tardava. O domínio do Sporting acentuou-se. E foi ver um Benfica encolhido, encostado à área, e o golo da reviravolta a adivinhar-se.
E em jogada de antologia, Liedson, o monstro do Estádio, dribla Luisão com ilusória facilidade e atira a contar! E chegados aqui há que afirmá-lo claramente: Paulo Bento deu uma lição de futebol ao R. Koeman que afirmara querer a “revanche”. O 3º golo numa assistência de outra dimensão de Sá Pinto, foi a confirmação: Liedson resolve.
Todos que tiveram o privilégio de assistir ao grande derby de Lisboa, perceberam que o resultado não espelhou da melhor maneira a superioridade evidenciada pela equipa do Sporting, a grande estrela da noite da Luz. Fez-se História, pois a partir de agora há a equipa de antes do jogo da Luz (em construção e apenas ainda capaz de jogar meio tempo) e depois do jogo da Luz uma equipa que promete tudo.
Uma referência ainda a Nani e João Alves que se integraram sem problemas.Quando se ganha não se é o maior, nem quando se perde se é o pior. O Campeonato continua e ainda não ganhámos nada (excepto talvez a Taça BES). Próxima semana o Nacional. As recordações desta equipa são as piores possíveis. Não vai ser fácil, tal como a vida do Porto amanhã no Rio Ave também não, mas com confiança chegaremos à vitória. Para recuperarmos rapidamente os 3 pontos de desvantagem relativamente ao Benfica.
Uma referência ainda a Nani e João Alves que se integraram sem problemas.Quando se ganha não se é o maior, nem quando se perde se é o pior. O Campeonato continua e ainda não ganhámos nada (excepto talvez a Taça BES). Próxima semana o Nacional. As recordações desta equipa são as piores possíveis. Não vai ser fácil, tal como a vida do Porto amanhã no Rio Ave também não, mas com confiança chegaremos à vitória. Para recuperarmos rapidamente os 3 pontos de desvantagem relativamente ao Benfica.
Obrigado, Sporting!
Etiquetas: Sporting
sexta-feira, janeiro 27, 2006
Liedson resolve?

Hoje a “Bola” comenta de modo critico a Liedsondependência. Depois de sublinhar a alta produtividade de Liedson, sumariza com uma praga: “…eventual apagamento do levezinho não ofusque, em definitivo, a trémula luz no fundo do túnel do título”.
Ledson é indiscutivelmente o melhor avançado a jogar em Portugal nos últimos anos. Um futebol feito de repentes, antecipações e golos, muitos golos. Quem não se lembra das cabeças preciosas a vencer a Ricardo Rocha e a Luisão. Na desmarcação, no aparecer em posição de remate, na tabelinha não há ninguém como ele, nem no Benfica nem no Porto, nem em Braga. A posição de avançado no futebol moderno é das mais difíceis. O Sporting teve Acosta, Jardel, e antes o Jordão, o R. Meade, M. Fernandes enfim o Yazalde, Peyroteo (o melhor marcador dos derbies à frente de Eusébio). Só não vi jogar o último, um dos 5 violinos, mas de todos, mesmo de Jordão, o Liedson é melhor.
“A Bola” mostra o respeito que o mundo benfiquista tem do Liedson. A equipa deve jogar com ele e para ele. Nani e Moutinho, pese a sua ainda “verdura” têm futebol para se imporem. Custódio a preencher e Carlos Martins a rasgar, com o quarteto defensivo habitual, falta a incógnita: Sá Pinto, Romagnoli ou Deivid. João Alves pode também ser uma possibilidade. Só não percebo se mais uma vez Sá Pinto for escalonado.
È verdade que a luz do título está trémula. Mas não se apaga, mesmo perdendo. E, talvez, Liedson resolva.
Etiquetas: Sporting
domingo, janeiro 22, 2006
Incapaz de matar o jogo para evitar a "fava"

Desilusão e “mala suerte” neste empate com sabor amargo. Difícil ser optimista nesta corrida ao titulo onde o Sporting parece não ter “estaleca”. E no entanto tivemos suficientes oportunidades para vencer tranquilamente o jogo. Iniciamos o jogo a ganhar, e arrancamos para uma primeira meia-hora de bom futebol, alguns lances bem conseguidos nomeadamente pelo endiabrado Liedson, que fez a assistência a Romagnoli (bom golo, a prometer) e deu uma bola com mel (melhor era impossível) a Sá Pinto que, falha escandalosamente.
O jogo não foi fácil, com o Marítimo a obrigar a equipa a trabalhar, tendo a nossa defesa comportamento bastante positivo. Abel, sem arriscar muito dá mais confiança, tal como Caneira do lado esquerdo. A dupla Tonel – Polga com a cobertura de Custódio não deu praticamente hipóteses de golo ao Marítimo. Como não conseguimos matar o jogo (lances de golo de Custódio de cabeça, com a recarga apertada de Liedson, tentativa de chapéu de Romagnoli, trabalho de preparação de Liedson na zona de tiro) e não fomos bafejados pela fortuna (ou estrelinha, ou sei lá o quê) sofremos um golo evitável. Na sequência de uma boa defesa de Ricardo, a bola num cacho de jogadores na pequena área, o guarda-redes não chega e o remate (de costas) entra suavemente.
O Sporting tinha feito uma primeira parte de acordo com o seu objectivo de vitória, fez … quase o suficiente, mas não chegou ao 2º golo, que seria talvez um resultado que espelhava melhor o jogo. Uma palavra para os jogadores de meio-campo, Moutinho pálido embora sem cometer erros, Carlos Martins continua sem acertar o momento de libertar a bola (e tem que melhorar a recuperação, quando a equipa perde a posse), Sá Pinto penso que já demonstrou que não tem lugar no onze, viria a ser mais uma vez um protagonista, pela negativa do jogo do Sporting. Esperanças para a 2ª parte e a convicção que se continuasse com a mesma toada ganharíamos o jogo. Mas foi pior, o Marítimo entrou mais afoito e o Sporting não foi capaz de chamar a si as despesas do ataque à vitória. Paulo Bento faz entrar Nani, e tira Romagnoli (cansado?) mas esta alteração não teve grande sucesso.
E é nesta fase que Sá Pinto (outra vez) dá azo à marcação de um penalty (não me pareceu caso para isso) em que o avançado da equipa da Madeira permite a defesa de Ricardo. A motivação subiu em Alvalade houve “fezada” (referência aos assobios que se ouviram ainda na 1ª parte após o golo sofrido, exactamente quando a equipa mais precisaria do apoio, e quando todos estávamos a ver a equipa a fazer um bom jogo, não merecendo por isso essas vaias), e ainda se acreditava.
Nos últimos 20 min a entrada de Deivid por Moutinho e ainda de João Alves por Carlos Martins. A insistência em Sá Pinto é, para mim, incompreensível. Houve depois perdidas com o destaque para uma incrível, a cruzamento de Deivid, Liedson não acerta na baliza. Em conclusão, embora falte ainda muito Campeonato, parece que teremos de lutar pelo último lugar de acesso à qualificação da Liga dos Campeões. A equipa revela ansiedade, pois sabe que não tem mais espaço para deslizes, e a desvantagem para o Porto e Benfica já está em 9 e 6 pontos. Próximo jogo derby na Luz. Vamos deitar a “mala suerte” para trás das costas e chegar à vitória? É uma possibilidade que temos que acreditar. A única coisa a fazer é tentar ganhar o próximo. Sempre.
O jogo não foi fácil, com o Marítimo a obrigar a equipa a trabalhar, tendo a nossa defesa comportamento bastante positivo. Abel, sem arriscar muito dá mais confiança, tal como Caneira do lado esquerdo. A dupla Tonel – Polga com a cobertura de Custódio não deu praticamente hipóteses de golo ao Marítimo. Como não conseguimos matar o jogo (lances de golo de Custódio de cabeça, com a recarga apertada de Liedson, tentativa de chapéu de Romagnoli, trabalho de preparação de Liedson na zona de tiro) e não fomos bafejados pela fortuna (ou estrelinha, ou sei lá o quê) sofremos um golo evitável. Na sequência de uma boa defesa de Ricardo, a bola num cacho de jogadores na pequena área, o guarda-redes não chega e o remate (de costas) entra suavemente.
O Sporting tinha feito uma primeira parte de acordo com o seu objectivo de vitória, fez … quase o suficiente, mas não chegou ao 2º golo, que seria talvez um resultado que espelhava melhor o jogo. Uma palavra para os jogadores de meio-campo, Moutinho pálido embora sem cometer erros, Carlos Martins continua sem acertar o momento de libertar a bola (e tem que melhorar a recuperação, quando a equipa perde a posse), Sá Pinto penso que já demonstrou que não tem lugar no onze, viria a ser mais uma vez um protagonista, pela negativa do jogo do Sporting. Esperanças para a 2ª parte e a convicção que se continuasse com a mesma toada ganharíamos o jogo. Mas foi pior, o Marítimo entrou mais afoito e o Sporting não foi capaz de chamar a si as despesas do ataque à vitória. Paulo Bento faz entrar Nani, e tira Romagnoli (cansado?) mas esta alteração não teve grande sucesso.
E é nesta fase que Sá Pinto (outra vez) dá azo à marcação de um penalty (não me pareceu caso para isso) em que o avançado da equipa da Madeira permite a defesa de Ricardo. A motivação subiu em Alvalade houve “fezada” (referência aos assobios que se ouviram ainda na 1ª parte após o golo sofrido, exactamente quando a equipa mais precisaria do apoio, e quando todos estávamos a ver a equipa a fazer um bom jogo, não merecendo por isso essas vaias), e ainda se acreditava.
Nos últimos 20 min a entrada de Deivid por Moutinho e ainda de João Alves por Carlos Martins. A insistência em Sá Pinto é, para mim, incompreensível. Houve depois perdidas com o destaque para uma incrível, a cruzamento de Deivid, Liedson não acerta na baliza. Em conclusão, embora falte ainda muito Campeonato, parece que teremos de lutar pelo último lugar de acesso à qualificação da Liga dos Campeões. A equipa revela ansiedade, pois sabe que não tem mais espaço para deslizes, e a desvantagem para o Porto e Benfica já está em 9 e 6 pontos. Próximo jogo derby na Luz. Vamos deitar a “mala suerte” para trás das costas e chegar à vitória? É uma possibilidade que temos que acreditar. A única coisa a fazer é tentar ganhar o próximo. Sempre.
Etiquetas: Sporting
domingo, janeiro 15, 2006
Vitória a ferros no Belém

Jogo de enorme responsabilidade, um escorregão e seria o adeus à corrida pelo título. Uma “final” ganha com muita determinação e garra. Hoje a primeira parte foi melhor.
Jogando com Caneira à esquerda e Abel à direita, atacávamos em velocidade com o meio-campo a entrar, especialmente Moutinho que foi o mais inspirado e Carlos Martins, um rompedor que ainda comete inúmeros erros, Em adaptação Romagnoli teve pormenores. No ataque Liedson encheu o campo e teve três oportunidades de facturar, todas elas fantásticas.
A defesa foi inultrapassável com Tonel a assumir a titularidade e o regresso de Polga a grande nível. Sempre mais próximos do golo, houve bons momentos de futebol. Fomos à procura da vitória que justificámos ao intervalo com golo de Tonel (em posição acrobática). Boa primeira parte.
No 2º tempo perdemos o controle, recuámos deixando Liedson muito sozinho, aproveitando o Belenenses para pressionar; mesmo assim podíamos ter morto o jogo com uma perdida de Tonel, que viria ainda a ter uma forte cabeçada ao poste, numa fase mais adiantada. Na verdade foram raros os momentos de perigo causados pelo Belenenses embora jogasse no nosso meio campo. A defesa foi posta à prova e correspondeu.
Entra Nani, que conseguiu alterar um pouco as coisas. Em minha opinião a saída de Sá Pinto seria mais produtiva que C. Martins. E Paulo Bento volta a errar na substituição pois volta a manter Sá Pinto que se arrastava em campo. Chegou a ser penoso.
A emoção cresceu com o penalty cometido por Sá Pinto que o Belenenses falhou. Já no fim numa magnifica jogada de golo construída por Liedson, penalty a nosso favor e, Sá Pinto, que sofreu a falta, falha também.
Assim ganhámos os 3 pontos em jogo, e esperançadamente, aguardamos os resultados de Benfica-Académica e Porto-Estrela Amadora. A equipa segue em construção, tentando manter-se na corrida pelo título. Tomara que os adeptos do Sporting a ajudem a formar uma grande equipa, feita, diga-se mais uma vez, à base da formação.
A seguir Marítimo em Alvalade, jogo complicado, mas jogo de ganhar. Lembro-me de no ano passado perder 0-1, com uma bela 2ª parte com ocasiões suficientes para virar o jogo, quando só tínhamos 10 (Liedson foi expulso ainda na 1ª parte – 2º amarelo por simulação) quando os resultados não correspondiam ao trabalho em campo.
Etiquetas: Sporting
domingo, janeiro 08, 2006
Mau resultado, pressão aumenta num jogo grande de futebol

Acaba por ser uma derrota amarga. Nas vésperas da visita ao Restelo o Sporting começa a ter, tal como na época passada uma série de finais que tem que ganhar. Fomos ultrapassados pelo Braga, perdemos pontos para Nacional e o Setúbal alcançou-nos. Mas como se viu na “Pedreira” não podemos desistir nunca.
A perder 2-0 ao intervalo. O Braga a justificar. Mais equipa, ganha as bolas a meio-campo e lança pelas laterais o Vandinho, Davide e Wender. João Tomás sempre perigoso. O Sporting numa atitude de “espera” passa a primeira meia-hora sem penetrar na defesa contrária. Passes fora de tempo, mau domínio na recepção, as bolas não chegam a Liedson. Apenas Douala conseguiu alguns espaços. À meia hora primeiro golo e de Wender, num cacho de jogadores. Ricardo não viu a bola. Uma reacção (boa jogada de Moutinho) e remates sem grande perigo de Custódio. O 2º golo aparece numa desmarcação para as costas de Tonel e João Tomás não perdoa. Miguel Garcia e Tello com dificuldades, Caneira não esteve mal. João Alves não se dá por ele. Nani tenta algumas iniciativas. Para a 2ª parte entram Carlos Martins e Tomané, saem João Alves e Custódio.
Moutinho organiza jogo, Nani solta-se mais, o Braga joga no aproveitamento de rápidos ataques (a ganhar, está como quer). Mas o Sporting deu uma imagem bem mais positiva. A forçar o ataque, foi em crescendo empurrando o Braga para trás. E o golo surgiu. Canto, cabeça de Tonel e o desvio à boca da baliza. Os leões acreditaram. E numa boa jogada de envolvimento, C. Martins abre na direita, Douala centra rasteiro, a bola chega ao lado esquerdo onde está Nani que coloca na zona do Liedson que faz o empate. Estavam decorridos 70 minutos.
A vitória parecia possível. Tomané num remate a obrigar Paulo Santos a apertada defesa, Tonel sozinho de cabeça falham o terceiro. E num canto, após cabeça de Vandinho, Wender antecipa-se e derrota o Sporting. Galo imenso, quando se adivinhava a reviravolta total. Ricardo sofre 3 golos, mas sem grandes responsabilidades, (talvez pudesse fazer mais), Miguel Garcia abaixo do que se esperava, também Tello não passou da mediania. Os centrais com muito trabalho não chegaram à positiva. O meio-campo melhorou, Moutinho e Nani em bom plano, Carlos Martins ainda não atinou com o momento de se desfazer da bola, Douala e Liedson foram os melhores na 2ª parte. Estreias positivas de mais dois jovens da cantera, Tomané e Caiado (à esquerda).
O jogo foi bom, emotivo entre dois candidatos. Hoje perdemos, mas ainda nada está perdido. A questão é começar desde o inicio do jogo a ganhá-lo. A primeira parte foi má de mais, muito por mérito do Braga, que justificou a vitória, mas também por falta de garra da equipa do Sporting. A 2ª parte foi melhor e tivemos um belo período. É continuar neste ritmo. Mas resolver nas primeiras partes.
A perder 2-0 ao intervalo. O Braga a justificar. Mais equipa, ganha as bolas a meio-campo e lança pelas laterais o Vandinho, Davide e Wender. João Tomás sempre perigoso. O Sporting numa atitude de “espera” passa a primeira meia-hora sem penetrar na defesa contrária. Passes fora de tempo, mau domínio na recepção, as bolas não chegam a Liedson. Apenas Douala conseguiu alguns espaços. À meia hora primeiro golo e de Wender, num cacho de jogadores. Ricardo não viu a bola. Uma reacção (boa jogada de Moutinho) e remates sem grande perigo de Custódio. O 2º golo aparece numa desmarcação para as costas de Tonel e João Tomás não perdoa. Miguel Garcia e Tello com dificuldades, Caneira não esteve mal. João Alves não se dá por ele. Nani tenta algumas iniciativas. Para a 2ª parte entram Carlos Martins e Tomané, saem João Alves e Custódio.
Moutinho organiza jogo, Nani solta-se mais, o Braga joga no aproveitamento de rápidos ataques (a ganhar, está como quer). Mas o Sporting deu uma imagem bem mais positiva. A forçar o ataque, foi em crescendo empurrando o Braga para trás. E o golo surgiu. Canto, cabeça de Tonel e o desvio à boca da baliza. Os leões acreditaram. E numa boa jogada de envolvimento, C. Martins abre na direita, Douala centra rasteiro, a bola chega ao lado esquerdo onde está Nani que coloca na zona do Liedson que faz o empate. Estavam decorridos 70 minutos.
A vitória parecia possível. Tomané num remate a obrigar Paulo Santos a apertada defesa, Tonel sozinho de cabeça falham o terceiro. E num canto, após cabeça de Vandinho, Wender antecipa-se e derrota o Sporting. Galo imenso, quando se adivinhava a reviravolta total. Ricardo sofre 3 golos, mas sem grandes responsabilidades, (talvez pudesse fazer mais), Miguel Garcia abaixo do que se esperava, também Tello não passou da mediania. Os centrais com muito trabalho não chegaram à positiva. O meio-campo melhorou, Moutinho e Nani em bom plano, Carlos Martins ainda não atinou com o momento de se desfazer da bola, Douala e Liedson foram os melhores na 2ª parte. Estreias positivas de mais dois jovens da cantera, Tomané e Caiado (à esquerda).
O jogo foi bom, emotivo entre dois candidatos. Hoje perdemos, mas ainda nada está perdido. A questão é começar desde o inicio do jogo a ganhá-lo. A primeira parte foi má de mais, muito por mérito do Braga, que justificou a vitória, mas também por falta de garra da equipa do Sporting. A 2ª parte foi melhor e tivemos um belo período. É continuar neste ritmo. Mas resolver nas primeiras partes.
Etiquetas: Sporting
segunda-feira, janeiro 02, 2006
Centenário. Parte I

Francisco Stromp foi o primeiro ídolo do Sporting. O seu comportamento em campo e a total disponibilidade, a qualquer hora, para tudo o que estivesse ligado à actividade ou ao clube, fizeram do seu nome uma referência intemporal, a que um trágico destino empresta os contornos da lenda. Unanimemente considerado o símbolo do desportivismo e da dedicação sportinguista, Stromp representa aquilo que de melhor o futebol tem para dar em energia e empenhamento. Como escreveu Artur José Pereira, “Chico era o Sporting, o Chico era tudo”.
Hoje como sempre, o seu nome aparece ligado a iniciativas e eventos de grande prestígio. Foi chorado por companheiros de equipa e adversários que nele viam o exemplo completo do desportista íntegro e dedicado. Ninguém, por ocasião da sua morte, poupou elogios ao recordar a sua figura. Porque, nas palavras de Salazar Carreira, “Um observador perspicaz leria tão claramente os destinos do Sporting no olhar, na fisionomia, no espírito de Francisco Stromp como nos próprios arquivos da secretaria”.
Moradores do Largo do Intendente, nº 24, os pais de Francisco Stromp – o médico Francisco dos Reis Stromp e Elisa Lima de Oliveira Roxo – personificavam o protótipo da família burguesa do final do séc. XIX. Tiveram 6 filhos: Octávia, José, Francisco, António, Mário e Helena. Recebiam visitas frequentes de tudo o que era intelectualidade lisboeta, especialmente ligada à música, pois Francisco dos Reis Stromp era um melómano com gosto musical apreciado pelo próprio Viana da Mota, que escutava as suas observações com atenção considerando sempre poder delas colher grande proveito. As crianças cresceram, pois no ambiente considerado “artístico” e no lema de “mente sã em corpo são”.
Era Francisco ainda pequeno, e enfermiço, quando os colegas do pai lhe aconselharam o ar do campo. O médico muda-se então do Intendente para o Lumiar, onde, na época, não existiam senão moradias e quintas. Vivem inicialmente no nº 17 da Estrada da Torre e depois no nº 28: A Villa Maria Thereza (onde hoje está o colégio São João de Brito. Foi no Lumiar que os jovens Stromp travaram amizade com os Gavazzos e os Alvalades, moradores da zona. Ainda no principio da adolescência, José, Francisco e António ingressaram no Campo Grande Football Club. Na época, apenas José tinha crescido o suficiente para já jogar com os adultos. Mas as fotografias de grupo mostram os três irmãos como membros do clube e participantes nas actividades.
Como é sabido, grande parte dos componentes do Campo Grande Football Club deixaria este grupo para fundar, em 1906, o Sporting Clube de Portugal.
Hoje como sempre, o seu nome aparece ligado a iniciativas e eventos de grande prestígio. Foi chorado por companheiros de equipa e adversários que nele viam o exemplo completo do desportista íntegro e dedicado. Ninguém, por ocasião da sua morte, poupou elogios ao recordar a sua figura. Porque, nas palavras de Salazar Carreira, “Um observador perspicaz leria tão claramente os destinos do Sporting no olhar, na fisionomia, no espírito de Francisco Stromp como nos próprios arquivos da secretaria”.
Moradores do Largo do Intendente, nº 24, os pais de Francisco Stromp – o médico Francisco dos Reis Stromp e Elisa Lima de Oliveira Roxo – personificavam o protótipo da família burguesa do final do séc. XIX. Tiveram 6 filhos: Octávia, José, Francisco, António, Mário e Helena. Recebiam visitas frequentes de tudo o que era intelectualidade lisboeta, especialmente ligada à música, pois Francisco dos Reis Stromp era um melómano com gosto musical apreciado pelo próprio Viana da Mota, que escutava as suas observações com atenção considerando sempre poder delas colher grande proveito. As crianças cresceram, pois no ambiente considerado “artístico” e no lema de “mente sã em corpo são”.
Era Francisco ainda pequeno, e enfermiço, quando os colegas do pai lhe aconselharam o ar do campo. O médico muda-se então do Intendente para o Lumiar, onde, na época, não existiam senão moradias e quintas. Vivem inicialmente no nº 17 da Estrada da Torre e depois no nº 28: A Villa Maria Thereza (onde hoje está o colégio São João de Brito. Foi no Lumiar que os jovens Stromp travaram amizade com os Gavazzos e os Alvalades, moradores da zona. Ainda no principio da adolescência, José, Francisco e António ingressaram no Campo Grande Football Club. Na época, apenas José tinha crescido o suficiente para já jogar com os adultos. Mas as fotografias de grupo mostram os três irmãos como membros do clube e participantes nas actividades.
Como é sabido, grande parte dos componentes do Campo Grande Football Club deixaria este grupo para fundar, em 1906, o Sporting Clube de Portugal.
in "História do Futebol em Lisboa" de Marina Tavares Dias
Etiquetas: Sporting
sexta-feira, dezembro 30, 2005
Sporting, Campeão Nacional 2006

O Sporting comemora hoje a conquista de mais um título, o 19º da sua história e o 3º dos últimos 6 anos. Após uma 2ª volta fantástica, a equipa de Paulo Bento conseguiu 8 vitórias consecutivas e esteve 10 jogos sem sofrer golos. A dinâmica dos leões estava assente em Moutinho, que jogava sempre onde estava a bola; passes a rasgar, entendendo-se com Nani de olhos fechados. A bola aparecia nos espaços de Liedson, onde, fazendo lembrar Pelé quando jovem, o “levezinho” facturou 26 golos e tornou-se o Melhor Marcador. Ficará para sempre na memória de todos, a vitória que sorriu ao Sporting na Luz, depois de um monumental frango de Moretto, que lançou o Sporting na corrida à liderança com o Porto. Pinto da Costa por vingança (da ida do guarda-redes para o Benfica) anunciava Luisão, para a próxima época. (calcule-se o balneário dos agora destronados benfiquistas).
Num dos jogos que mais contribuíram para a vitória do Sporting, “jogo do título”, em Alvalade, o Porto marca e ainda a meio da primeira parte vence por 0-1. A recuperação é fantástica, incentivada pelo público que mesmo a perder puxou, de tal forma que a equipa chegou ao resultado histórico, a igualar outro há quase 30 anos: 5-1!*
Mas Paulo Bento tinha herdado uma equipa que não sabia “defender” de Peseiro e começara exactamente pela defesa: titularíssimos Polga e Tonel protegiam um gigante Ricardo sempre com excelentes intervenções e cujas colocações de bolas para o ataque, ora para Douala, que, com velocidade e aceleração verdadeiramente estonteante rompia as defesas contrárias, ou em alternativa em Custódio nas suas longas aberturas para o lado contrário, onde dois verdadeiros laterais, Abel na direita e Caneira ** na esquerda faziam com que o Sporting carregasse as equipas adversária, obrigando-as a perder bolas e a saírem derrotadas. Paulo Bento foi brilhante (sendo já comparado ao special one, Mourinho) construindo uma equipa cuja integração de Romagnoli (inteligente a jogar, foi o rei das assistências e está seleccionado para o Mundial), de Carlos Martins (nasceu enfim o homem das bolas paradas, resolvendo muitos jogos), a substituírem na titularidade um desgastado Sá Pinto e uma boa alternativa Deivid (12 golos).
Ficha da 34ª jornada: Alvalade, 46458 espectadores
Sporting – 4 Sp. Braga – 1
Ricardo; Abel , Tonel, Polga e Caneira; Custódio, Moutinho (C. Martins), Nani e Romagnoli; Douala (Deivid) e Liedson
Marcaram Liedson (2), Nani e Polga na sua estreia a marcar de leão ao peito.
Os festejos inundaram todo o país, sendo o estádio e o Marquês de Pombal as zonas mais verdes de sempre. Os nossos colegas El Ranys, eufórico comentava em voz alta, “Eu sabia que íamos ser campeões”, e para uns felizes Rantas e Dever Devamos que exclamava: “Inacreditável somos Campeões!”. O melhor blogger de 2005, eleito pela redacção de Revisão da Jornada, Bulhão Pato do Mãos ao Ar, também participava na alegria e pouca moderação que durou até cerca das 11:30 da manhã do dia seguinte.
OOps, quero expressar um bom ano desportivo a todos (não só aos sportinguistas) e o meu desejo desportivo para 2006 é que Portugal seja Campeão do Mundo 2006 na Alemanha.
* Assisti ao vivo a este jogo. O Sporting não parava de marcar.
* *à hora em que escrevo duvida-se da vinda de Caneira.
Etiquetas: Sporting
sábado, dezembro 10, 2005
Equipa excelente? Ainda não.
Saí há algumas horas do pesadelo de Alvalade; derrota amarga contra o Estrela da Amadora. Tivemos muitas oportunidades claras de marcar, até um penalty (pareceu-me forçado) que Liedson falhou. Fizemos uma primeira parte muito fraca, sem conseguir penetrar no meio-campo contrário, jogadores da frente estáticos a entregarem-se aos seus marcadores. Faltou a desmarcação para o espaço vazio, cair para as pontas que nunca conseguimos fazer. Os passes eram para a zona central sem espaço nem tempo e foram raras as jogadas de ataque bem conseguidas. Uma oportunidade de Liedson que tentou contornar o guarda-redes e falhou e um remate com pé esquerdo de Douala. Num ataque rápido bem construído o Estrela marcou naquele que seria o único golo da partida. Depois do golo ainda nos obrigaram a jogar à defesa em certos períodos. Melhores jogadores a defesa (Tonel, muito bem sempre, e Polga) e viu-se alguma agilidade do “levezinho”. Moutinho e Nani apagados, Douala, Sá Pinto e Tello (uma vez mais) muito mal.
2ª parte gostei mais, mas não houve maneira da bola entrar. O João Alves assumiu a condução do jogo, Varela é um rompedor (um dos tais que deve ser apoiado e não foi) e Paulo Bento arriscou quando tirou Tello e fez entrar o Wender que não gostei. É um Campeonato que não está perdido (longe disso) mas como o treinador disse, “a equipa ainda não é excelente”, longe disso, digo eu.
2ª parte gostei mais, mas não houve maneira da bola entrar. O João Alves assumiu a condução do jogo, Varela é um rompedor (um dos tais que deve ser apoiado e não foi) e Paulo Bento arriscou quando tirou Tello e fez entrar o Wender que não gostei. É um Campeonato que não está perdido (longe disso) mas como o treinador disse, “a equipa ainda não é excelente”, longe disso, digo eu.
Etiquetas: Sporting
Sporting e o futuro

“Ser um clube tão grande como os maiores da Europa!”. Foi assim que o chamado José de Alvalade concebeu a fundação do Sporting no principio do séc. passado. Esse foi o destino traçado pelos fundadores. Mas como?
Hoje em dia o futebol movimenta milhões de euros e de pessoas.“Comprando” jogadores de elite, e pagando-lhes os ordenados inflacionados pelos clubes poderosos? Competindo no mercado por jogadores contra o Real Madrid, Barcelona, Milão, Chelsea, Liverpool, Manchester, Bayern München, ou até com clubes médios dos Campeonatos da Itália, Espanha, Inglaterra, etc? É evidente que a resposta é negativa. Para sermos dos grandes da Europa, é necessário construir uma grande equipa de futebol. Quando conseguirmos manter os Figos, Quaresmas, Simões, Cristianos Ronaldos, Futres, Nunos Valentes, Caneiras, Nuno Assis, Luis Boa-Morte etc, etc, por alguns anos consecutivos, então sim, teremos uma equipa capaz de vencer todas as competições.

É o primeiro pilar de uma estratégia: a única forma para isso acontecer (não ter necessidade de vender logo que estas potenciais estrelas aparecem) é amortizar o passivo, conter as despesas, e, em consequência ter resultados positivos. Se tal for conseguido, daqui por alguns anos, aí sim, poderemos formar uma grande equipa.
Entramos assim no 2º pilar fundamental da estratégia: a formação de jogadores. Todos têm que compreender que um jogador tem várias fases de afirmação, e tanto o Clube como nós, adeptos que vamos a Alvalade, temos que os apoiar. O jovem talento deve ser integrado numa equipa, e não carregar às costas a responsabilidade quando não resolve ou falha um passe (os casos de jovens que não vingaram no Sporting, devido à impaciência do público é numerosa).
Em 3º lugar a estabilidade técnica do futebol. É senso comum afirmar que uma grande equipa de futebol demora anos a construir. Claro que somos impacientes pelos resultados. Mas simultaneamente não podemos perder de vista, que se deve dar tempo e tranquilidade ao treinador e aos jogadores. Portanto a selecção do treinador deve ter todos estes condicionalismos:
não tem orçamento (mesmo relativamente aos seus rivais em Portugal),
deve apostar decididamente (com mestria) na formação e, evidentemente
armar uma equipa de futebol.
(Aqui já será mais subjectivo, mas poderia dizer que seria desejável uma equipa virada para fazer golos com futebol atacante; no entanto no futebol, que é um jogo, a única coisa que interessa é o resultado. A minha opinião é que também se ganha, jogando bem e ao ataque. Claro que será uma discussão eterna, pois, outra vez, só o resultado interessa, e veja-se o caso da Grécia campeã da Europa, que apostou exactamente no contrário.)
Qual é a alternativa? Apostar nas receitas. Buscar grandes jogadores, investindo acima das possibilidades e colher os milhões na Liga dos Campeões.
É uma roleta russa. Toda a gente percebe. Quem souber de outras hipóteses que contribua.
Etiquetas: Sporting
